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Todas transformações significativas nas nossas vidas, são no mínimo difíceis de se conseguir; sempre envolvendo um longo processo com dores e toda uma adaptação para uma nova realidade. Uma nova maneira de se viver e se habituar com uma realidade diferente da qual estávamos tão costumadas e adaptadas. Assim como lagartas, também passamos por metamorfoses na vida

Não sabemos ao certo como uma lagarta consegue se transformar em um linda e deslumbrante borboleta.

Pode estar envolvida até mesmo em dores literais no frágil corpo da lagarta, para ela conseguir se libertar do casulo que sempre viveu, que foi sua forma de ser. Sua “casa” original e primeira, de repente se torna inútil, ela se vê forçada pela natureza, deixar esse casulo para trás, se transformando em um ser tão diferente da sua realidade habitual e corriqueira.

De um ser rastejante que provoca medo e repúdio em muitas pessoas, ela agora será uma linda e sempre “bem vinda” borboleta. Ao invés de provocar o afastamento das pessoas, ela agora será sempre motivos de atrações entre as pessoas na forma geral.

Se todo um longo e complexo processo de transformação, uma “simples” lagarta se ver obrigada a enfrentar; o que dizer de cada um de nós individualmente?

Seres humanos tão subjetivos interiormente, seres pensantes que sentem emoções das mais diversas sob as mais diversas diferentes realidades, que sofre ao sentir determinada emoções, enfrentar novas situações anteriormente tão longe das suas vidas confortáveis.. Obviamente que será um processo muito mais complexo e subjetivo nas nossas vidas, todas transformações que seremos obrigados enfrentar das mais variadas formas e maneiras.

Na verdade, as únicas pessoas que não passam por transformações, são aquelas que fazem do seu “casulo” um lugar “seguro”, não se permitindo sair dele, por medo de enfrentar eventuais mudanças.

Não importa os nomes desses nossos “casulos”; poderá ser família, algum grupo social, uma outra pessoa específica ou até mesmo algum isolamento interior. Qualquer coisa aparentemente segura; onde a opção de sairmos e passarmos por transformações, poderá nos deixar repletos de medo, de insegurança, por não sabermos exatamente como será essa nova vida, fora do nosso “casulo” tão seguro e já conhecido.

As lagartas não tem opção nas suas vidas; elas são “obrigadas” a cumprirem sua função dentro da natureza, seguindo no seu ritmo natural e passar por toda longa transformação necessária, deixando seu casulo, se transformando em um linda borboleta.

Já imaginaram a grata surpresa da lagarta agora como uma linda e livre borboleta?

O que parecia ser a sua morte, o final de tudo, era apenas uma transformação para uma nova etapa da sua vida.

Agora como uma borboleta sempre voando pela vida.

De um ser rastejante para se adquirir asas; precisou de tão somente passar por toda essa transformação!

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Não sou branco, negro, amarelo ou vermelho.

Sou um cidadão do universo, no momento, estagiando como Ser humano na escola terrestre.

Não sou homem ou mulher, nem alto ou baixo.

Sou uma consciência oriunda do plano extrafísico, uma centelha vital do Todo que está em tudo!

Tenho a cor da Luz, pois vim das estrelas.

Sei que o meu tempo aqui na Terra é valioso para minha evolução.

Não há religião acima da verdade.

O Divino pode se manifestar em miríades de formas diferentes.

Só se escuta a música das esferas com o coração.

Nada pode me separar do “Amor Maior Que Governa a Existência”.

Espiritualidade não é um lugar, grupo ou doutrina.

É um estado de Consciência do Ser.

Ninguém compra Discernimento ou Amor.

Não há progresso consciencial verdadeiro se não houver esforço na jornada de cada um.

O dia em que nasci não foi feriado na Terra.

E no dia em que eu partir, também não será!

Tudo que penso e sinto se reflete em minha aura.

Minhas energias me revelam por inteiro. Logo, preciso crescer muito, para melhorar a Luz em mim.

Não vim de férias para o mundo, mas para aprender, trabalhar e vencer a mim mesmo nas lides da vida.

Não sou o centro do universo e sem a Luz não sou nada!

Sem Amor, o meu coração fica seco…

Sem espiritualidade, meu viver perde o sentido.

Os guias espirituais não são minhas babás extrafísicas.

Eles são meus amigos de fé e trabalho…

Ninguém sabe tudo e conhecimento não é sabedoria.

Todos somos professores e alunos uns dos outros.

Não nasço nem morro, só entro e saio dos corpos perecíveis ao longo da evolução.

Não posso ser enterrado ou cremado, pois sou um espírito.

Viver não é só comer, beber, dormir, copular e morrer sem sentido algum.

Viver é muito mais: é pensar, sentir e viajar de estrela em estrela, sempre aprendendo.

De nada vale a uma pessoa ganhar o mundo se ela perder sua alma.

O mal que me faz mal, não é o mal que me fazem, mas o que acalento em meu coração.

Sou mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

Somos todos um!

Sem Amor ninguém segue.

Meu mantra se resume em só uma palavra: Gratidão!

Que as luzes do amanhecer que afastam a escuridão, brilhe e ilumine o dia que estamos a começar e sobretudo encha de luz os nossos corações. Diz-se que a rotina começa por ser um esforço de regularidade, e até certo ponto isso pode ser até positivo. Mas o que começa por ser bom, esconde por vezes um perigo, pois de repente a rotina substitui-se à própria vida. Quando tudo se torna repetido e óbvio não há mais espaço para as surpresas. É como se estivéssemos ligados a um piloto automático, maquinalmente conduzidos.. O grande desafio é, a cada dia, olhar tudo como se fosse a primeira vez. e deslumbrar-se com a beleza das surpresas. Reconhecer que o instante que passa é a porta por onde entra a alegria. Basta um bom esforço para recuperar a sensibilidade ao nosso viver, na sua simplicidade, nas suas fragilidades e nas travessias a que somos impelidos a empreender

Até a luz do fim do túnel (esse que precisa de limpeza diária) precisa de manutenção, de troca de cabos ou pilhas.

Cuidar do caminho é primordial na alquimia que possibilita a transformação de espera em esperança.

Quando não damos conta de faxinar o que nos é interior, devemos começar com o que nos é periférico: há uma bagunça física esperando organização, para, assim, permitir-nos acesso à arrumação espiritual.

Procuremos nossas alegrias nos avessos.

Aceitar carinho, apoio, preocupação…, ou seja: aceitar companhia (a verdadeira , da qual mestre Nietzsche tanto falava). É tão difícil abandonar uma solidão de colo quentinho e tão a nós fiel, que nos mantém sempre no mesmo estado de humor afetivo, despreocupados com perdas amorosas, com as partidas de quem amamos… É… Mas só deixamos de sentir medo de perder quando não temos nada; viver um eterno vazio pode ser chamado de vida? Nossos livros, nossos filmes, até nosso bicho/filho nos enchem sem nutrir a alma, é como comer só bolacha e pão francês para o corpo – sacia, porém não alimenta. Eu já sei do que vou dizer há muito tempo, mas quantas coisa sabemos e não usamos a nosso favor? Bom, a única coisa que faz sentido em nossa existência são as nossas relações – somos seres incompletos (leia “Banquete” – Platão) – somos necessitados de partilhas bem antes da afetação excessiva das redes sociais, dividir é vital para um ser humano. E dividir é recíproco – é perder e ganhar paralelamente, mas o que se perde com quem se ama é ganho, não…, não somos feitos para ser sozinhos: uma alma carece de uma das pernas, é abraçado lado a lado com quem amamos que vetorizam-se os passos, que efetiva-se o caminho. Vamos caminhar?Tropeçando, quebrando, doendo, caindo… – mas com alguém é muito mais fácil e exortador levantar. Acredite.

Devemos ter cuidado com o que pedimos a Deus ou seja lá qual for o nome do Maior em nossa crença, às vezes somos atendidos. Ter condição de decidir sobre um problema velho e sério não é pouca coisa, a boa conduta é um fardo quando falhamos sem ter quem ou o que culpar – ser totalmente responsável não é para espíritos imaturos. Quando pedimos e ganhamos a espada, a guerra passa a ser um problema inteiramente nosso.

Bom fim de semana, meus amigos. Cabeça erguida e coragem.
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As obras de misericórdia não se realizam de vez em quando. Não. Como são todas – corporais e espirituais – centradas em Jesus, elas pautam a nossa própria vida de cristãos, todos os dias.

1. DAR BONS CONSELHOS

O verdadeiro conselheiro é o próprio Deus e o seu Espírito Santo que nos ilumina o caminho e nos fala ao coração. Para aconselhar bem, é necessário antes de mais viver aquilo mesmo que o Espírito nos ilumina, ou seja, viver como Jesus viveu e nos ensinou. Como Ele disse: «Um cego pode guiar outro cego?» (Lc 6,39) Quem é aconselhado tem de descobrir em si próprio aquilo que é bom para si e descobrir como pôr em prática os meios para realizar esse fim. Aconselhar não é tanto apresentar soluções, mas mostrar caminhos, valorizar, dar ferramentas, dar testemunho e ser próximo.

2. ENSINAR OS IGNORANTES

O mestre é sempre Jesus Cristo, por isso, os primeiros passos para ensinar o ignorante são os passos que conduzem em direção a Jesus, à sua palavra e à sua vida. Como o Papa Francisco escreveu: «Todas as verdades reveladas procedem da mesma fonte divina e são acreditadas com a mesma fé, mas algumas delas são mais importantes por exprimirem mais diretamente o coração do Evangelho.» E acrescentou: «Neste núcleo fundamental, o que sobressai é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado.» (Evangelii gaudium, n.º 36) Como os alicerces de um arranha-céus, o ensino deve estar fundado em Jesus Cristo.

3. CORRIGIR OS QUE ERRAM

A correção pretende reconduzir o errante. É um serviço de amor, como vemos no Evangelho de Mateus: «Se o teu irmão pecar, vai e mostra-lhe o seu erro, mas em particular, só entre vós os dois. […] Se ele não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.» (18,15-17) A relação entre aquele que corrige e aquele que é corrigido não é uma relação jurídica, institucional ou de conhecidos. Nem mesmo de amigo para amigo. É uma relação fraterna, entre irmãos. Não é um juízo de valor ou uma condenação, e «no momento em que é aplicada, qualquer correção parece não ser motivo de alegria, mas de tristeza; porém, mais tarde, produz um fruto de paz e de justiça naqueles que foram corrigidos» (Hb 12,11).

4. CONSOLAR OS AFLITOS

Madre Teresa de Calcutá disse que «não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz». Esta é a máxima do cristão, e é necessária sobretudo para quem está em aflição e necessita de consolação, esperança. Deus é o Consolador e Jesus fala-nos do Paráclito, o Defensor que vem em nosso auxílio. Consolar é, então, tornar presente a presença desse Consolador na vida do irmão. Escreveu o compositor Francisco Palazón: «Quando basta uma palavra, evitemos o discurso. Quando basta um gesto, evitemos as palavras. Quando basta um olhar, evitemos o gesto. E quando basta um silêncio, evitemos inclusivamente o olhar.» (Citado por José Carlos Bermejo em A morte ensina a viver, PAULUS Editora)

5. PERDOAR AS INJÚRIAS

Talvez esta seja a obra mais óbvia para os cristãos, mas a mais difícil de praticar. Jesus disse que devemos perdoar sempre (70 vezes 7). E falou até em amar os inimigos: «Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.» (Mt 5,43-45) Isto é mais do que um simples perdoar. Tudo se centra no amor. William Blake dizia que é mais difícil perdoar o amigo com quem até me cruzo do que o inimigo distante. Com razão, a maioria das vezes, é com aqueles com quem nos relacionamos diariamente que há maior necessidade de perdão. É a estes que esta obra é necessária.

6. SOFRER COM PACIÊNCIA AS FRAQUEZAS DO NOSSO PRÓXIMO

«O amor é paciente», escreveu São Paulo no Hino do Amor na sua carta à comunidade de Corinto. Não espanta ver em Jesus essa paciência de amor. Como afirma Pie Ninot: «Longe de ser implacável com os pecadores, [Jesus] era tolerante, porque “o Pai que está no céu faz nascer o sol sobre maus e bons” (Mt 5,45).» De facto, nós somos bons e somos maus. Na tolerância para com o próximo esperamos a tolerância de Jesus para connosco. Como o Papa Leão XIII escreveu na sua obra A prática da humildade: «Sofre com paciência os defeitos e a fragilidade do próximo, tendo sempre diante dos olhos a tua própria miséria pela qual também tu hás de ser alvo da compaixão dos demais.»

7. ROGAR A DEUS POR VIVOS E DEFUNTOS

Salvador Pié Ninot escreveu: «Quando se reza por alguém ainda vivo, essa pessoa está sob o olhar amoroso e providente de Deus e para ele se invoca o dom de Deus e a sua bênção, para ser apoiada no caminho da vida.» Poderíamos esperar que com essa bênção se cumprissem todos os nossos desejos de felicidade, contudo, a bênção de Deus é a bênção de um Deus que é Pai que nos dá esperança mas que é também um Absoluto que ultrapassa a nossa compreensão. O que nos acontece, sabemos que acontece segundo o seu desígnio “infinito e incompreensível”, e por vezes não nos resta senão o abandono à sua vontade, uma entrega com esperança e confiança. Apesar de tudo, Ele não nos abandona e, como Jesus na cruz, a Ele nos entregamos, nós e aqueles por quem rezamos, vivos ou mortos.

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A vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade, destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante, não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”, vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer, envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro, permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição, lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio, coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”, te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé, tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo, lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém, ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo, quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti, confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar, repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir, envia raios e tempestades, para acordá-lo, o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer, lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir, corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe, lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.

A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver, te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então torna-se tudo, não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir, te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração, te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e busca-los, te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo, te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para q seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.


A maturidade não é etapa de solidão. O homem, na luta com os homens ou com as coisas, se esquece de si no trabalho, na criação ou construção de objeto, ideias e instituições. Sua consciência pessoal une-se a outras: o tempo adquire sentido e fim, é história, relação viva e significativa, com um passado e um futuro. Nossa existência particular se insere na história.

Assim o homem maduro atacado pelo mal da solidão constitui, nas épocas fecundas, uma anomalia. A frequência que encontramos agora esta espécie de solitários, indica a gravidade de nossos males. A solidão promíscua dos hotéis, das oficinas e dos cinemas não é uma prova que afine a alma, não é um purgatório necessário, creio eu que está mais para condenação, espelho de um mundo sem saída. Um labirinto com saídas muito difíceis. Com toda humildade, eu o chamaria de ” o labirinto da solidão’. E não é rodear-se de pessoas vazias que verás a luz no fim do tunel.

O homem contemporâneo racionalizou mitos que não consegue destruir. Muitas das verdades científicas, concepções morais, políticas e filosóficas, são apenas novas expressões de tendências que antes enrcanavam de forma mítica. A linguagem racional do nosso tempo apenas encobre antigos mitos. A utopia, principalmente a política, expressão esses mitos com violência concentrada. Desmistificar esses mitos voltará a fazer que a sociedade volte a sua liberdade original. E voltará o reino do presente.

O duplo significado da solidão: ruptura com o mundo e a tentativa de criar outro, manifesta se na nossa concepção de heróis, Santos e redentores. O mito, a biografia, a história e o poema registram um período de solidão e de retiro, que precede a volta ao mundo e a ação entre os homens. Anos de preparação e de estudo, anos de sacrifício e penitência. Assim a solidão é a ruptura com o mundo caduco e preparação para o progresso. Todo o complicado e rígido sistema de proibições, regras e ritos tende a mante-lo em solidão. O tempo fará com que a dúvida, a escolha forçada entre o bem e o mau, discernimento entre justiça e injustiça, distinção entre o real e o imaginário deixarão de nos torturar.

É importante um centro, um nó de relações que limitem a ação individual e protejam o homem da solidão, evitando assim a dispersão.

O homem moderno tem a prevenção de pensar acordado, levando aos corredores de um sinuoso pesadelo, onde os espelhos da razão multiplicam as câmaras de tortura. Ao sair, talvez, descobriremos que tínhamos sonhador olhos abertos e que os sonhos da razão são artroses.

Talvez, então, comecemos a sonhar outra vez com os olhos fechados.

Somos a esquizofrenia que há entre a impotência e a onipotência: somos senhores da nossa vida, porém marionetes de um acaso que nos controla sem barbantes.
Não temos o controle de tudo, ou melhor: só temos o controle do pouco que a sorte despreza e nos permite guiar. Alguém que dê uma garfada a mais no almoço evitaria o acidente que o matou na estrada. Mas há como saber? Ele pode, também, ter morrido justamente por essa garfada a mais. O tempo é tudo, o tempo decide tudo – e sobre o tempo não temos nenhum controle. Muito menos ideia de quanto tempo temos.
É o tempo quem precifica a vida: um abraço vale muito mais para um doente terminal, um olhar afetuoso é um prêmio lotérico a quem está de mãos dadas com o fim.
Este breve e escatológico texto tem a missão de exortar-te a valorizar o que realmente importa, agora.
Bom deleite.
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O que eu posso fazer para ser feliz? Onde posso encontrar a felicidade? Essa dúvida impera no coração e na mente de muita gente. O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna. A busca por felicidade se tornou preocupação mundial. Um filósofo diz: o mundo inteiro está em busca louca por felicidade. Uma pesquisa feita em aproximadamente 48 países concluiu que as pessoas de todos os cantos do mundo considera felicidade mais importante do que ter um objetivo na vida, do que ser rico ou do que ir para o céu. Felicidade é a palavra da vez. A filosofia disse que a busca pela felicidade é uma das poucas coisas na vida que tem um fim em si mesma, porque ninguém quer ser feliz para alguma outra coisa traz ser feliz é o objetivo máximo de todos os coisas. Gente casa e deixa de estar casada para ser feliz. E, em busca de felicidade as pessoas compram um carro, e trocam o carro. As pessoas fazem qualquer coisa para alcançar felicidade. Porque ninguém quer ser feliz para outra coisa: todo numa caixinha feliz… Para ser feliz.

No entanto, ocorrem dois equívocos acerca da felicidade. O Primeiro está em acreditarmos que a felicidade é algo que se pode adquirir. As revistas de famosos, a publicidade -das propagandas de margarina ,as de bancos -todos dizem que seremos mais felizes quando tivermos aquilo que nos oferece. Nos mostram pessoas, a mesa, consumindo o que estão tentando nos vender , e essas pessoas estão sempre sendo felizes. Oscar Wild diz que no mundo “só há duas tragédias – uma eu não conseguir o que se quer, outra é conseguir”.

Isso é percebido logo após adquirir um carro novo, por exemplo, pois a alegria da compra não dura mais do que poucos meses. Mal estamos com um carro novo e essa alegria já substituída pelo desejo de outro melhor. O pastor ed René Kivitz explica, então que felicidade não é o lugar aonde se chegar, mas no jeito como se vai. Felicidade não é coisa. Felicidade não é ganho. Felicidade não é lucro. Ter as coisas não nos faz felizes.

O segundo equívoco sobre felicidade está em considerarmos que ela deve ser algo permanente. Concordo com Guimarães Rosa quando diz que felicidade mesmo, ser feliz como estado permanente, não existe. Acontece em raros momentos da distração. Mário Sérgio corttela define felicidade como uma vibração intensa, onde você sentir a vida te levar ao máximo, mas ela não é um estado contínuo, são instantes. No desejo de sentir a vida vibrar sempre estamos confundindo felicidade com euforia. E para tentar ter felicidade sempre estamos recorrendo as drogas, aos fármacos, a bebida e a qualquer outra coisa que possa nos anestesiar da realidade, ajudando a fugir dos desprazeres. Na verdade, a felicidade não está no dia do casamento. Na festa existe folia. Felicidade se constrói depois, numa vida a dois, tristeza após tristeza, dificuldade após dificuldade. Porque uma vida feliz não é uma vida livre de tristeza.O estar feliz não é para sempre não é todo dia, e nem poderia ser – se fosse, ficaríamos acomodados. Até porque a insatisfação é a mãe do progresso existe uma fórmula antiga na filosofia para definir felicidade: felicidade é igual a realidade menos a expectativa

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entre prédios

corpos pedem

mãos calor

o sexo abre

corredores de asfalto

o eu-avulso busca

inóspito corpo

São Paulo, lar extenso

mar imenso bar

O carnaval do sem-fim trabalho

a única morada possível

lar do ajuste

des(encontro)

O meu. o teu

tamanho da solidão

choque do cinza concreto

-ausente a garoa-

presente à música das ruas

musa de tanta solidão

coração de poesia

turbilhão

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FOi pensando assim que a minha fé em Deus alcançou profundidade. Quando fui apresentado a fé sobrenatural ela me soou razoável. Um ser superior cuida de mim. A teologia do cuidado, nada que humanamente eu não conhecesse de perto. Meu encontro com Deus foi marcado pela face misericordiosa de Jesus. Foi minha mãe que me falou primeiro Dele. E sempre com exemplos humano. Uma vez eu quebrei uma que ela guardava com muito carinho. Não pelo valor financeiro, mas pelo valor emocional, pertencia a minha avó que a deixou como herança. Ela não estava em casa, e quando retornou eu me esconde. Estava com medo. Meu irmão fez o papel de promotor. Apressou-se a contar meu feito. Ela começou me buscar pela casa encontrou embaixo do sofá. Então me diz “meu filho, a louça é preciosa pra mim, mas você é muito mais. Não precisa sofrer por isso!” Em um abraço morreu todo mal que o meu medo havia provocado em mim. Aquela experiência do amor humano me ajudou a compreender o amor sobrenatural de Deus. É interessante, mas olho o meu passado e identifico muitas histórias em que o amor natural restabeleceu ponte com o sobrenatural. Para mim, Acreditar em Deus esteve muito associado ao que eu consegui aprender com minha mãe. No seu gestos, mas também no que ela me dizia. Eu experimento uma fé herdada, materna, existencial. Bíblica, mas também profana . E, pura, mas também miscigenado nas crenças de outros; católica.

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Angelus Silesius foi um buscador especial, um “artista de rara essência”, uma “tenda errante” para Deus, de uma profundidade única, que encantou filósofos como Heidegger, que nele via alguém com “extrema precisão e profundidade de pensamento”

Era um místico habitado por uma sede infinita e pela força do amor, sendo movido unicamente pelos mistérios e enigmas do “mar incriado”. Para explicar esse traço de sua busca existencial, pode-se recorrer ao grande padre capadócio, Gregório de Nissa, que foi dos primeiros místicos cristãos a falar nessa sede insaciável, nessa tensão nunca resolvida rumo ao infinito: a epéktasis. Para esse místico do IV século, em homilia sobre o Cântico dos Cânticos, há algo de insaciável na alma em sua busca de Deus: quanto mais ela se preenche da beleza do Mistério, tanto mais arde nela a tônica do desejo

PENSAMENTOS DE ANGELUS SILESIUS

“De tal modo Deus tudo ultrapassa, que nada se pode dizer: por isso melhor rezas a ele quando ficas em silêncio”

“Pára, aonde corres? O céu está em ti! Se procuras Deus noutro lugar, sempre mais o perdes”

“A mais nobre oração é quando o orante se transforma no íntimo naquele ao qual se ajoelha”

“Homem, se não sabes pedir graça a Deus com palavras, fica mudo diante dele: serás ouvido da mesma forma”

“Sem íntima comunhão com a divindade de Deus, como posso ser seu filho e ele meu pai?”

“Meu amor e meu tudo! – é o eco de Deus quando me ouve invocar: meu Deus e meu tudo!”

“O pássaro vive no ar, a pedra no chão, na água o peixe, e meu espírito na mão de Deus”

“Se de Deus nasceste, Deus floresce em ti, e sua divindade é tua seiva e ornamento”

“Sou vasto como Deus: não há no mundo inteiro quem me mantenha (oh, maravilha!) fechado em mim”

“Quando me perco em Deus chego de novo lá onde antes de mim eu era desde a eternidade”

“Quando pensas em Deus, em ti o ouvirás: se te calas e aquietas, ele sempre te falará”

“Deus me ama tanto quanto tudo sobre a terra: se não se tivesse encarnado, o faria agora por mim”

“Pode-se chamar o Altíssimo com todos os nomes; mas também, ao contrário, não lhe dar nome nenhum”

“Quem diz que algo no mundo é doce e amável ainda não conhece a beleza de Deus”

“Esvazia para Deus teu coração: ele não entra em ti se não vê o teu coração saído do teu coração”

“Tenho em mim a imagem de Deus: se ele quer ver-se, pode fazê-lo apenas em mim e em quem é como eu”

“O sábio jamais perdeu sequer um centavo: nunca teve nada, e nada lhe foi tirado”

“Eu próprio sou eternidade, quando abandono o tempo e me recolho em Deus e Deus em mim”

“Quanto mais te abandonas em Deus, mais ele nasce em ti; nem menos nem mais ele te ajuda em tuas fadigas”

“Sei que sem mim Deus não pode um momento viver: se eu nada me tornar, ele deve por certo morrer”

“Deus é fogo em mim e eu nele sou a luz: não estamos, juntos, profundamente unidos?”

“Nunca o homem bendisse mais altamente a Deus do que quando lhe concedeu gerá-lo como Filho”

“Se minha lâmpada deve espalhar luz e raios, o óleo, meu amado Jesus, deve jorrar de ti”

“Apenas Deus me ama: tanto se inquieta por mim que morre de temor que eu não o siga”

“Meu coração é um altar e minha vontade a vítima, minha alma é o sacerdote e o amor chama e brasa”

“Sou grande como Deus, e ele pequeno como eu; ele não pode estar acima de mim, nem eu abaixo dele”.

“Puro como o mais fino ouro, firme como uma rocha, completamente límpido como o cristal: assim deve ser teu coração”

“Eu não sei o que eu sou, eu não sou o que eu sei:Uma coisa, e por tanto coisa nenhuma, um pequeno ponto e um círculo”

“Também sou filho de Deus, estou sentado a Sua direita: Seu Espírito, Sua carne e Seu sangue são em mim conhecidos”

“Deus não se dá a ninguém; se oferece a todos, para ser todo teu se tu O queres”

O maior erro no erro é a culpa: somos acorrentados a grilhões que nos limitam evoluir, tornamo-nos o punhal que apunhala a nós próprios.
Para a culpa, nosso espírito é um coração de mãe: sempre cabe mais uma.
Devemos, prementemente, transformar culpas em arrependimentos – mas qual a diferença? Não é tão simples, mas vamos lá…
Arrependidos, já forjamos a pré-virtude de não querer repetir o erro, o que é um pequeno primeiro passo para a efetivação de sua não-amiudação, já uma virtude. Arrependidos, podemos consertar o que for consertável, e assim concertar (sim, com “c”) uma existência internamente mais pacífica, algo como estar de bem consigo. E o que não tem mais jeito deve ser alijado, defenestrado! Somos falhos, mas somos ótimos em reparos e calibragem anímicas. Um pouquinho de fé, em Deus e em si, nos possibilita crescer, e algumas pitadas de conhecimento e autoconhecimento só ajudam.
Portanto sigamos em frente, sejamos justos com nossos próprios juízos; remoer malfeitos é andar para trás.

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Os descaminhos também nos fazem chegar. Ainda que nos falta em discernimento para perceber, a natureza da vida é paciente com os debilitados. E não poderia ser diferente ela está atada ao inesgotável poder de Deus, origem de toda a compaixão. A travessia é mistério que não nos pede para não errar. Suas exigências são outras: determinação , Honestidade na busca, retidão das intenções. A contradição é tatuagem existencial. Na precariedade também somos sublimes. A aura sobrenatural descansa sobre o sofrimento humano pois dolorido da vida sempre está grávido de beleza. O processo criativo não se alimento do que temos. A Ele basta o que em nos sustenta. Pertence a ordem do mistério. Não cabe perguntar. Basta que seja por nós reverenciados de pés descalços. Sobre Deus é bem mais prudente silenciar do que dizer. A vida me ensinou: a verdade não se priva de ser testada no ventre do equívoco


O calvário é a antessala do paraíso: quanto mais agudo o sofrimento, mais perto ele está do seu fim. Seja de mãos dadas com a morte ou abraçando uma virada de sorte. Passamos por fases e feitas cruéis, não há um salvo – os sorrisos e amores carinhosos do Instagram são efêmeros com a câmera desligada: a felicidade publicada é inversamente proporcional à vivida. Estamos todos sofrendo e errando, estamos envergonhados e sempre de algo arrependidos, mas essa aparente digressão é para que nos atentemos à dor do outro, e mais ainda à guinada que lhe foi possível – o fundo do poço tem um alçapão, e lá estão as chaves espirituais que nos abrirão permitindo que sejamo-nos, que readentremo-nos. A filosofia, como também a antropologia religiosa, nos expõe teoricamente a “potencia” e o “ato” – a capacidade e a beleza da conquista – e nós somos o que de mais valioso podemos conquistar.A madeira e a escultura… Potência e ato… o pior nos ulula o que não queremos, e perto do nosso pior, quereremos distância dele – uma catástrofe pode ser uma salvação. Outra aparente digressão: se você está envergonhado, exalte-se, vanglorie-se – só tem vergonha quem tem valores, quem tem moral – sua moralidade pode estar maculada por vários motivos, mas se você sofre quando faz sofrer e/ou quando atua em desacordo com a idiossincrasia, parabéns: você quer ser melhor. Eu digo isso a mim e a vocês: não desesperemos, a paz virá. Depois ela vai embora, mas volta. Precisamos recrutar mais de nós mesmos, esperar menos de quem não tem obrigação alguma de nos ajudar, e orar esperançando (esperando operantemente) – com fé em Deus e principalmente em si – o Pai está do seu lado: pobre, rico, viciado, altruísta… Nossas relações são o único sentido desta vida – estamos aqui para evoluir, e sozinho é mais difícil. Aceite e ofereça ajuda se tiveres amor e vontade; não há obrigação em servir. Mas perde muito quem se ensimesma.

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E algumas pessoas aparentam serenidade, mas em alguns casos e tratar muito mais e acomodação. São aquelas que vivem dizendo “não, mas a vida é assim “, ” vamos deixar como as coisas estão”, ” Uma hora melhora “… Isto é, aquilo que conduz a inação, ausência de ação, ou não movimento, a não reação. Em muitas situações é necessário que a pessoa seja sujeito não objeto daquilo que faz. Não seja apenas um paciente em relação ao que acontece na vida, no dia a dia, mas seja um agente da sua condição.

E o escritor francês Honoré de Balzac nos provocava ao dizer que a resignação é um suicídio cotidiano.

A pessoa resignada faz morrer dentro dela, de um lado, a capacidade de resistência; de outro, a possibilidade de não se acovardar, de não se enfraquecer. A resignação mata a própria dignidade, porque tem, por princípio, É a suposição de que nada pode ser feito ou por que falta coragem para fazê-lo.

Nesse passo, portanto, indica uma circunstância que se assemelha ao suicídio cotidiano, as pequenas mortes que vão acontecendo e conduzir a um estado de chateação, de infelicidade, e pior de tudo, de decepção consigo mesmo.

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Às vezes, temos a necessidade da certeza absoluta, assim como temos a necessidade da certeza de que a pessoa que nos ama nos ama. Talvez, o campo dos afetos seja onde isso fica mais evidente. Não é à toa que, quando pensamos na origem da palavra “afeto”, do latim afeccio, chegamos à palavra “afecção”, em português. “Afecção respiratória”, “afecção cardíaca”… É doença, assim como pathos, do grego. Duas coisas me interessam muito nesse assunto: em primeiro lugar, o fato de o afeto estar relacionado àquilo que em nós é doença–mas não doença no sentido banal da palavra, e sim no sentido daquilo que nos afeta para além da nossa capacidade de autonomia. Quando somos afetados por alguma coisa, significa que não temos controle sobre ela. E há um segundo ponto, mais relacionado ao momento histórico, que também me interessa muito no tema do afeto. A modernidade é uma época que tem por objetivo controlar tudo. E o afeto, por definição, é aquilo que não é controlável. A minha hipótese é de que, talvez, não exista nenhuma outra época histórica que tenha como objetivo a eliminação completa dos afetos. Minha impressão é que o mundo contemporâneo tem como projeto, entre outros, um lugar onde não exista amor nenhum. Não porque todo mundo se odeie, não esse papo anticristão, mas porque ninguém sinta mais nada. Eu vejo em temas como o poliamor, por exemplo, um desses sintomas. Pois amor é afeto, e afeto é sofrimento, perda de controle; afeto é alegre, é triste–como dizia Espinosa, “uma paixão alegre e triste”. O afeto é ali onde não se consegue decidir por si só, onde não se consegue ter controle absoluto da situação. Então, vem o mistério,Porque se não amarmos uma pessoa do jeito que ela quer, o mundo acabou. Na verdade, quando falamos em amor, pode ser amor pathos, paixão; amor philia, amizade; amor eros, mais relacionado ao dínamo, ao desejo; amor ágape, compartilhamento cristão.

Era um celeiro. Improvisado para bar. O fog dos charutos não negava. Bancos de madeira. Aliás, o que mais continha era madeira. Tabaco cru, mas em chamas.
Abarrotado a ponto de cotovelo bater com cotovelo. Pessoal: metade de chapéu até altura dos olhos. E pessoal muito bonito. Milagre isso. Pois, sendo uma festa negra, e sem boas condições financeiras, faziam o que sabem fazer: maravilhas com o pouco que a sociedade sempre lhes proporcionou: ternos muito bem cortados. Pois a deselegância moral estava distante daquele baile. Além da madeira, uísque ainda sem curtir, translúcido. E a maior parte dos metais nos instrumentos. Amigo leitor, espero que dê-me um arregalar de olhos para que possa continuar meu discurso. Deu ? Obrigado.
Ainda não falamos em música.
Mas, sendo um humilde texto voltado pra música, veja a importância dessa música como espetáculo visual. Pra completar. No fundo, os músicos num pequeno tablado no fundo, servindo de palco.

Os rapazes tocando jazz acima das cabeças da plateia, uma loucura. Uma loucura. Sessenta pessoas no ambiente. O trompetista, fazia questão de imitar o barulho de um trem fumegando. Porque esse espetáculo, era de bom humor. O maravilhoso saxofonista soprava até ao êxtase, era um improviso plenamente soberbo com riffs no sax em crescendos e diminuendos que iam desde um simples “ii-yah!” até um louco “ii-di-lli-yah!. O cara do sax flutuava com furor, acompanhado pelo rolar impetuoso da bateria toda queimada por pequenas baganas fumegantes. Não era tocada. Era martelada com fervor por um negro brutal com pescoço que mais parecia de um touro, o baterista estava pouco se lixando pro mundo exterior, o que ele queria era surrar ininterruptamente seus tambores arruinados.
Uma puta duma zona, uma bagunça. Alvoroço causado pela música, confusão sonora, a cascata de notas. Mas o saxofonista dominava a situação, e todos viam que ele a dominava. Inclusive imploravam, com gritos e olhares desvairados, para que o saxofonista mantivesse o mesmo ritmo. O saxofonista se contorcia, ora se inclinava até os joelhos, e voltava a erguer-se com o sax. Esses movimentos eram combinados com o lamento agudo que flutuava acima do furor incontido da plateia. Se levarmos em consideração que o teatro é definido como uma cerimônia, dividida em três aspectos básicos: a caracterização: a solenidade do lugar, garantindo a credibilidade do evento. A separação espacial entre atores e público, tornando sagrado o ambiente dos autores. E a particularidade da língua falada, e, no jazz, o ritmo tem muito mais importância que a poesia. Jazz é um espetáculo.

André Salvador 08/05/19

*PS. Ao amigo Marcelo reginato

O teu ódio

desbotado na cortina

resistindo.

Incenso.

Magia e vicio. Magia e vinho. Vicio

O cotidiano

aerossol : fumaça impregnada

e o desbotado

da cortina.

Tudo fica.

Um vicio

Ovinho.

Um pôster na parede

cravos vermelhos

Teus dedos em riste

A linha

do horizonte . Réstias de luz

Nas fotos na inércia do seu sono

Sustos sonhos soluços

Sussurros

nada

+

Aceitando a definição que Deus é amor, eu em particularmente , Leitores, e todas as fases que estamos na frente de alguém nós temos dois desafios:Encontrar o outro de verdade, e o segundo é a gente deixar cair as máscaras que muitas vezes impedem nosso encontro. Final pela força do nosso discurso somos capaz de tirar a realidade das máscaras que nos convém muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque Não acreditamos no amor daquele que nos chama para sair, muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque estamos com uma cicatriz com uma caricatura de Deus e não daqueles que realmente conhecer sua face, por isso devemos aprender o tempo todo descobrir quem ele. A gente só pode se amar de verdade se a gente se conhece nós precisamos sempre pelo amor que nos convida sair debaixo da mesa e arrancar a máscara. É tão bom a gente ser cuidado não é? É tão bom saber que alguém cuida de nós e passar pela experiência do cuidado é passar o que você tem mais primitivo em você, porque quando nascemos precisamos ser cuidados isso através desse cuidado do que Deus faz com que a gente saia de baixo da mesa

A certeza que somos arrancados é que vai nos encorajar para dar um passo em direção daquele que nos chama. Se pela força do ódio somos jogados para debaixo da mesa, pela força do amor seremos capaz de sair, de saber que eu sair daí alguém cuida de você. Eu particularmente penso em contar o tempo todo pessoas que são machucados no seus afetos, a suas emoções. O que é o trauma? Porque somos marcados muitas vezes negativamente o que é uma feto dentro de nós, o afeto é aquilo que temos de mais fácil, É como se fosse a camada da pele mais exterior, o afeto é parte da vida que nos faz mover nos faz levantar. O afeto despertado com uma palavra com uma música. O afeto é muito fácil de vir para fora, e quando falamos de afeto falamos de tudo que é próprio do mano de sentimento raiva alegria. E afeto é uma forma de memória, assim como você se recorda das equações de matemática, das mais simples, ficar registrado Na sua memória, Sua razão você articula sobre alguma coisa que você sabe, mas o interessante é que no paralelo dessa equação emocional, você tem a suas informações afetivos, por que elas dão notícias sobre você, basta a gente toque nessa informação afetivo e você fica para fora. Se você se recordar se você escuta uma música que a 10 anos atrais marcou a sua vida o sorriso vem no rosto

Aquela música puxa para dentro de você alguma coisa, é impressionante quanto nossa memória afetiva tem poder sobre nós. A razão de nós recordarmos das informações isso tem um poder grande sobre nós. Mas ele mora efetiva tem um valor muito maior é a partir dela que você rejeitou a pessoa que você nunca viu na vida. Como é que você não pode gostar daquela pessoa que você nunca se encontrou com ela?

Você não tem razões de inteligência, porque o que é razão da inteligência para eu não gostar de alguém. Aquilo que eu já sei sobre ela, aquilo que ela falou, aquilo que eu vi, o que ela me fez, isso é razão que você tem dados informações como encontrar uma pessoa e não vai com a cara dela: memória afetiva, ela deve se ter alguma coisa nela que você tem eu não gosto em você. Da mesma forma que você encontre uma pessoa que bate o santo, como eu gosto tanto dela então pouco tempo, não consigo sair mais do lado dela. São as cordas interiores nos ligando, são as cordas nos costurando. Gente Jesus o tempo todo dessa capacidade de ser amado ele tinha isso tudo muito consciente nele, ciente da suas capacidades, e trazia pessoa pra ele a pessoa não tinha vontade de ir embora. Ao ponto de dizer,:Senhor aonde eu iria se só você tem a palavra do amor eterno

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Quando ha uma disparidade entre o que as pessoas consideram verdade e o que de fato é verdadeiro o que tem mais peso? A percepção. Para elas sua percepção é verdade. O resto não passa de mentira.

A voz tem um poder incrível. Nós temos um grande potencial que ainda nem começamos a explorar. Pouca gente consegue expandir suas qualidades e habilidades vocais.

Um movimento positivo com a cabeça, um gesto, uma sobrancelha levantada, um sorriso ou um franzir de testa – tudo que você faz enviar um sinal de causar impressão das pessoas

Os problemas na comunicação normalmente ocorre em virtude de diferenças entre as percepções ou entre os perfis da comunicação. O propósito de estabelecer um perfil é gerar uma percepção que proporcione maior entendimento de nós mesmos e do outro. Dessa compreensão surgem ideias de como adaptar nossa comunicação.

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de cascalho

de menino

de seixo

de rocha

de homem

comum é próprio

da montanha na

água do solo no

vão da casa na

terra do perdão

no aconchego do

colo materno foi

amiga filha

pai irmão é

na contramão da

vida

áspera do chão

límpido na água

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Procurei o amor, primeiro porque ele traz o êxtase – um êxtase são imenso que muitas vezes eu teria sacrificado o resto da vida por algumas horas desse prazer. Procurei-o depois, porque alivia a solidão – aquela terrível solidão, onde o consciente, o trêmulo e frio olhar por sobre a borda do mundo pára o abismo gelado e insondável. Eu o procurei, finalmente, porque vi na união amorosa, numa miniatura mística, a visão prefigurada do céu que santos e poetas imaginam

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Muitas pessoas concentradas no ver e não visualizar

Ver é muito pouco, eu estou falando em aperfeiçoar um sentido, muito mais que olhar e identificar alguma coisa, não, nós estamos falando de uma visualização muito mais profunda: É a oportunidade de olhar a vida e descobrir o que realmente é essencial. Se a gente não tomar cuidado a vida passa e a gente nem percebe que ela está acontecendo.

Enxergar é muito mais, minha gente, é a tomada de consciência de tudo que está no momento presente, em qual lugar estão suas urgências, do que verdadeiramente importa, do que realmente nos convém

Eu tenho tido cada dia mais a consciência de que a grande ação nos dias de hoje do Inimigo é cegar a gente. A especialidade de Satanás é prejudicar a visão que você tem de você mesmo. Assim ele consegue semear dentro de você, aquilo que pode se tornar fator da sua destruição.

Uma pessoa que não se enxerga não avança, não cresce, não supera, fica estagnada porque perde a capacidade de olhar-se, de ver-se. Quantas vezes você já escutou a expressão “por favor vê se você se enxerga”, “se enxerga rapaz”, o que a outra pessoa queria dizer: que você estava fazendo a coisa errada, preste atenção!

Permita que o olhar que você tem sobre você seja verdade

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Eu tenho pensado na dificuldade em ser cristão nos dias de hoje, você ter uma postura cristã no lugar que você mora, na família que você frequenta, no seu trabalho, como é difícil minha gente, está tudo muito maquiado! Está muito nebuloso, não sabemos mais o que é certo ou errado, nós perdemos muitos referenciais de verdade, está confuso

Muitas vezes não conseguimos chegar ao obrigado Senhor, porque nos falta discernimento no que a gente pede, estamos pedindo o que não convém pedir. Estamos solicitando ao Senhor o que não é direito nosso

Muitas pessoas estão concentradas em ver e não visualizar

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Saber que algumas vitórias que a gente tem na vida cabem em uma linha de um papel

Quantas graças você alcançou, que deu um trabalho danado pra chegar até ela que cabem em uma palavra ou duas: sim e obrigado.

É por isso que cada vez mais eu quero respeitar a Palavra

A Palavra é a casa do significado, é onde ela resolveu morar. Os sentidos de todas as coisas cabe na Palavra. Aos ouvidos dos que escutam talvez não diga muita coisa, mas para os lábios dos que professam, quanto significado existe!

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O pai não me disse

O tamanho do amor

Mostrou-me a ferida

Saudades do seu cabelo

Branco
Da fala sem

Metáfora

“Escuta aqui

Menino”

E o mundo Se resolvia

No dente-de-alho

No broto da abóbora

No feijão

Jeito caipira de seu sorriso

De João

De Joãozinho

De todos os tons – meu eterno manacá!

Deixem-me ser seu neto
bisneto
tataraneto

Ate a última geração

Você é inteligente?

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Um brinde aos pais que são capazes de se dedicar a qualquer coisa. Que fazem aquilo que precisa ser feito. Quer assoar narizinho, os que trocam fraldas. Que descascam as batatas. Que consertam os canos das pias. Que batem os ovos, mexem o ensopado e picam os legumes. Que já puseram as crianças na cama, quando a mamãe chegar em casa, de volta do trabalho. Que estão presentes quando ela precisa. Que, com as mães, são O eixo do lar.

O mundo tem uma necessidade infinita de mães amorosas e as encontro por toda parte, acalmando a criança assustada com a trovoada, lutando para salvar uma colheita, transformando coisas simples um festival de beleza. Mas elas precisam de um companheiro, no longo caminho rumo a segurança é preciso defensor em tempos de perigo. Preciso de alguém com quem dividir suas preocupações, e para manter viva esperança. O mundo tem uma necessidade infinita de pais amorosos.

Estendo meus braços a todos os pais do mundo separados das esposas dos filhos por guerras ou necessidade, ou trabalho… E anseio com os corações de todos essas mães e de todos esses filhos, pela sua volta. As famílias dão um jeito. As famílias se arranjam. Mas isso nunca é o suficiente. Volte em segurança. Volte logo

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A mitologia hindu ensinava que, ao entardecer, o astro do dia se despojava de sua luz e atravessava o ceu durante a noite com uma face obscura. A mitologia grega figurava puxando por quatro cavalos o carro de Apólo. Anaximandro de Mileto, sustentava ao que refere Plutarco, que o Sol era um carro muito cheio de fogo muito vivo, que se escapava por uma abertura circular. Epicuro, teria emitido a opinião de que o sol se acendia pela manhã e se apagava a noite nas águas do oceano. Anaxagoras o tomava por um ferro embraseado, do tamanho do Peloponeso. Coisa singular! Os antigos eram tão invencivelmente induzidos a considerar real a grandeza aparente desse astro, que perseguiram os filósofos temerários por atribuírem volume ao facho do dia, fazendo necessária toda a autoridade de Pericles para salvá-los da condenação da morte, sendo conduzidos a exílios

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A paixão é o resultado da primeira vista, dos primeiros detalhes do território encontrado, da mesma forma como a antipatia natural. A pessoa apaixonada vive uma experiência estranha de projetar o outro como o maior acontecimento de sua vida. E sempre assim. Todo apaixonado acha que agora encontrou o amor de sua vida. Mas, com o passar do tempo, se esse conhecimento não o conduzir ao encontro real, concreto, de defeitos e virtudes pelos quais ele ainda continua apaixonado, a paixão dá espaço à desilusão e ao rompimento. O amor só pode acontecer nas pessoas que atravessaram a antesala da paixão. Somente depois de conhecidos limites e virtudes é que o amor é real. E por isso que as relações humanas são como pontes. Estamos sempre em travessia. Há sempre uma distância a ser percorrida, um passo a mais a ser dado no conhecimento do outro. Pontes são simbólicas. Elas estabelecem vínculos. Por elas cruzamos os obstáculos que dificultam nossa chegada ao outro lado. Quanto mais construímos pontes, muito maior será a possibilidade de conhecermos verdadeiramente aqueles que fazem parte do nosso mundo. E a atitude simbólica, que constrói e facilita os vínculos.
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A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante, não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como é, vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer, envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro, permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição, lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio, te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé, tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo e lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém, te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo, te acorda, te poda, te quebra, te desaponta…Mas creia, isso é para que o seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.

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A mulher foge da tentação, mas o homem afasta-se devagar, com a doce esperança de que a tentação o apanhe.

Lembra-te que é da humana natureza sofrer enganos, por isso não leve a mal o erro alheio

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Pois Deus não destrói os poderosos tão rapidamente quanto merecem. Deixa-os por algum tempo até que seu poder chegue ao auge. Então Deus não o sustenta. Então os oprimidos se levantam, igualmente sem barulho, pois o poder de Deus está neles. Maria não diz que Deus destruirá os tronos, mas que derruba deles os poderosos.. Também não diz que deixará os humildes na humildade, mas os exalta. Vemos em todos os livros de História como Deus exalta um reino e derruba outro. Assim agiu com a Assíria, Babilônia, com os persas, gregos, com Roma, embora esses achassem que ficariam eternamente em seus tronos. Quando digo “os que estão por baixo” isso não significa simplesmente os humildes. Penso em todos aqueles que nada valem perante o mundo e que são absolutamente nada. Exatamente esta palavra Maria aplica a si mesma: “Contemplou a nulidade de sua serva”. O exaltar não deve ser entendido como se Deus os colocasse nos tronos e nas posições daqueles que tirou do poder. Antes Deus lhes concede muito mais: exaltados em Deus e espiritualmente, são instituídos juízes sobre tronos e poderes, e sobre saber aqui e lá. Pois sabem mais do que todos os sábios e poderosos. Tudo isso foi dito para consolo dos sofredores e pavor dos tiranos, se por acaso tivéssemos fé para acreditar nisso. Que esta breve reflexão ajude a iluminar o seu bem viver: bom dia e grande abraço a todos.

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O homem que venceu na vida é aquele que viveu bem, riu muitas vezes é amou muito, que conquistou o respeito de homens inteligentes e a ternura das crianças, preencheu um lugar e cumpriu uma missão, que deixa o mundo melhor do que o encontrou, seja com uma flor, um poema que acalanta ou a resiliência de uma alma, que procurou o melhor nos outros e seu aos outros o melhor de si

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                 Pasmadas testemunhas

                    (O primeiro encontro)

                     Estranheza no sofá

Olhos tristes                                        Meu silêncio 

Teu silêncio.                                         Um sorriso 

                   O gosto pelo novo pacto

Sinistro

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Arrancar a pele

Nem o vermelho deixar

Sem avesso nem direito

Do que um dia já foi

Depois calar por completo

Silenciar mais que o branco

E o preto sem cor

Cair de exaustão total

Ouvindo estupefato

O que dizem as palavras

Embriagadas de poesia

Pétalas sobre prego
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Podemos dizer que o universo consiste de uma substância e a esta substância chamaremos de átomos ou quem sabe de Monadas. Demócrito chamava de átomo Leibniz preferia Monadas. felizmente os dois nunca se encontraram se não teriam Pancandaria da grossa. Essas partículas foram acionados por algumas causas opressivo subjacente ou talvez tenham apenas resolvido dar uma voltinha. O fato é que já é tarde para fazer qualquer coisa respeito, exceto provavelmente escovar os dentes quatro vezes ao dia. Isso naturalmente não explica imortalidade da alma . Não implica sequer a existência da alma, nem chega a me tranquilizar quanto a sensação de estar sendo seguido por um guatemalteco. A relação causal entre o princípio motor Deus ou uma ventania e qualquer conceito teológico do ser, em outras palavras você é Segundo Pascal então lúdrica que nem chega a ser engraçada. Schopenhauer chamou a isto o “vir a ser” mas o médico diagnosticou simplesmente como alegria apenas de ganso. No fim da vida Schopenhauer tornou-se amargurado por esse conceito ou talvez tenha sido pela sua crescente suspeita de que não era Mozart

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O termo indecente nem sempre está ligado a questão da sexualidade e da pornografia muitas vezes está ligado nossa capacidade humana de pensar desejar e até apreciar aquilo que é feio.

Claro a beleza não é só de natureza estética, ela é de natureza ética

Uma das máximas mais perturbadores do escritor francês do século XVII François de lá Rochefoucald é que na adiversidade dos nossos melhores no amigo sempre encontramos alguma coisa que não nos desagrada

Essa atração moda por algum tropeço de alguém próximo nem sempre é completamente desprazerosa para nós ,embora não admiramos essa condição

Até na família na relação entre irmão irmã pessoas da nossa próximidade vez ou outra algo que com eles dar errado traz a possibilidade desse exultar.

Mesmo que seja uma alegria eventualmente recôndita ela é feia. Esse tipo de sentimento mais perversos identifica como humanos

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Se dois pães feitos por duas pessoas seguindo a mesma receita, não saem do mesmo modo. Ha sempre aquilo que é específico de uma pessoa. Assim como não há possibilidade de uma exclusividade caminho. Terêncio é um poeta romano que muita gente reconhece por uma frase dita como sendo o senso comum: lenquanto a vida a esperança” essa famosa frase aparece numa comédia de Terêncio chamada “O punidor de si mesmo” Numa outra comédia titulada a Adelphos que em grego é uma ideia de irmãos. Terencio anotou: “Se duas pessoas fazem uma mesma coisa não é a mesma coisa “

De fato a originalidade é própria não é um modo único de fazer algo. Mesmo que uma receita seja de comida de projeto de interpretação de música – seja a mesma coisa, lembra o Terêncio não é a mesma coisa.

Aquilo que é próprio que é da pessoa que faz com que haja um registro de característica que não se dilui, não se perde no que outra pessoa faz.

Isso dá um encanto muito grande nossa vida

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Ha algumas coisas em você que eu conheço outras que eu posso intuir, há alguns mistérios que estão preservados então necessito conviver mais

Eu lembro que nas aulas de psicologia da faculdade eu perguntava para professora com toda soberba “então a psicologia não explica isso”e depois a maturidade foi chegando no meu coração e eu fui entender que nem tudo de nós pode ser explicado mesmo. Quantas coisas da vida você não consegue entender?

É tão interessante nós percebemos minha gente que aquilo que nós somos com pessoas, aquilo que você consegue ser além do que é. Hoje o resultado final que encontramos aqui a filosofia explica que o ser humano é sempre uma manifestação quando estou na frente de alguém estou na frente de um fenômeno

Em quantas coisas do seu comportamento da suas escolhas você ainda não consegue compreender? Não tem psicologia que explique por que você é um fenômeno você está em processo de manifestação está em processo de feitura haverá sempre um espaço para uma surpresa

Nós somos reações de coisas que estamos escolhendo pra nossa vida um dia precisamos aprender a escolher não importa qual seja o contexto das coisas que você viveu das incoerências todos nós somos convidados hoje a repensar as escolhas que nós fazemos a luz da palavra sagrada porque nela não a incoerência

O olhar apressado é a matriz de todo preconceito

Com a força é possível coagir as pessoas a fazerem o que você quer. Se utilizar o poder hierárquico, a única alternativa que lhes restará será a subserviência. No entanto, em nenhum desses casos, elas serão persuadidas. O uso de instrumentos de opressão é limitado e frágil. A melhor de todas as armas é, sem dúvida, o argumento. O verdadeiro poder está nas palavras, pois somente com o bom uso delas é que você conseguirá influenciar as pessoas, cultivar bons relacionamentos e contar com a cooperação e o empenho de quem o rodeia. A arte de convencer é, assim, o exercício de uma comunicação eficaz. Com ela, você abre portas para as oportunidades e sobe os degraus para alcançar os seus objetivos. O que eu percebi olhando nas pessoas com quem convivi nesses 11 anos de formado em medicina é que quem se relaciona mais facilmente e domina o poder da argumentação geralmente ocupa os melhores espaços e cria mais chances na vida. Com isso, encurta os caminhos para as conquistas, tanto pessoais quanto profissionais. Se o sucesso é construído aos poucos, a boa comunicação é o alicerce dessa edificação. Aprimorar essa capacidade é um desafio constante e uma tarefa cotidiana para todos. Embora existam pessoas que pareçam comunicadores natos, essa competência não é genética, mas sim adquirida com o tempo, a experiência e muito treinamento.

Entendendo tudo isso quero que você comece a focar em como abordar a importância do desenvolvimento da comunicação interpessoal em seus diversos aspectos e, ao mesmo tempo, enxergando sua relevância no processo de socialização e na busca do conhecimento, fazendo uso de 3 pilares emocionais – a autoestima, a coragem e a determinação. Algumas pessoas se enganam ao pensar que a boa comunicação resume-se na arte de falar em público. Embora seja uma importante ferramenta a ser desenvolvida, ela sozinha tem pouco valor. O aprimoramento da comunicação interpessoal é um processo mais amplo: abrange aspectos comportamentais, questões emocionais, postura corporal, além de aprendizados essenciais como os de saber ouvir, conversar e escrever o mais corretamente possível. A comunicação eficaz é a competência cada vez mais exigida no ambiente de trabalho. A habilidade de persuasão, seja na escrita ou na fala, tornou-se um diferencial competitivo. Hoje, não basta ser dotado de um vasto conhecimento técnico se você não for um expert na arte de lidar com pessoas, principalmente aquelas que adoram discordar das ideias alheias.Cientes disso, as empresas querem contar com colaboradores que sejam também vendedores de conduta, transmissores de otimismo, administradores de conflitos e, sobretudo, promotores de um ambiente de trabalho sadio e produtivo. Para o escritor e filósofo argelino Albert Camus, “a grandeza consiste em tentar ser grande. Não há outro meio”. O desenvolvimento da comunicação interpessoal é o caminho mais curto para o sucesso e um dos principais meios para nos tornarmos grandes e fortes diante dos desafios e obstáculos que, frequentemente, surgem na vida.

A intenção de escrever esse artigo aqui no blog “erudicaoinformativa” é descobrir a energia escondida dentro de você, a valorizar a sua determinação e a sua força de vontade e, sobretudo, a refletir sobre a necessidade de aprimorar a comunicação interpessoal. As pessoas que se expressam com desenvoltura terão mais chances de se sair bem em tudo o que se propõem a fazer.Quem tem dificuldades – pelas mais diversas razões – não pode ficar parado, deve buscar o progresso urgente. Portanto, a partir de agora, tenha como meta melhorar diariamente sua comunicação interpessoal, pois você dependerá dela para encontrar novas chances.

“Quem quer amar, vê o amor em tudo. Cega-se aos preconceitos, abraça demorado quem mal conhece.”

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Espiritualidade

Espiritualidade é um termo cheio de significados. Não só a palavra pode significar diferentes sentidos, dependendo de quem a usa, como também tem uma longa história que vai além do próprio momento de seu “surgimento”. As pessoas, em seu dia a dia, quando usam a palavra “espiritualidade” querem dizer algo como uma vida para além da vida meramente material, seja esse “para além” algo ligado a uma tradição religiosa específica, ou mesmo apartado de qualquer uma das tradições religiosas existentes. Para muitos, estar apartado de qualquer uma dessas tradições é indício de que sua espiritualidade seria mais “verdadeira” e menos contaminada pelas contradições concretas que todas as tradições religiosas carregam em sua história, muitas vezes, sombria. Essa tendência à separação entre religião e espiritualidade é um processo ligado à modernidade e teremos tempo de ver como isso aconteceu, seu significado e seus desdobramentos para a própria ideia de espiritualidade. Dizer, portanto, o que é espiritualidade é uma tarefa complexa.

O que é espiritualidade? O que seria essa “terra estrangeira” para qual nos dirigimos neste ensaio? Haveria uma espiritualidade “para” covardes? O que é espiritualidade? Do ponto de vista meramente histórico, a palavra, ou o conceito, nasce no âmbito do catolicismo francês em meio ao século XVII. Outro termo comum na época, muito próximo à ideia de espiritualidade, era “ciência dos santos”. Nesse universo, ambas significam uma vida próxima a Deus e os desdobramentos práticos dessa vida “acompanhada” por Deus. Espiritualidade aqui é um tipo de conhecimento prático (também teórico, mas o que a diferencia é a dimensão prática) que só se adquire com essa intimidade com Deus. Naquele momento, essa “intimidade” era ainda (porque mudará) bastante dependente da liturgia e da ritualística católicas, daí a “ciência dos santos” católicos. A espiritualidade nasce, em grande medida, institucional. Um dos eventos mais marcantes do processo de constituição da ideia de espiritualidade que temos hoje é, justamente, sua “desinstitucionalização”, como tudo aliás, a partir da radicalização da modernização burguesa em que vivemos nos últimos séculos. É este processo que nos levará à ideia de espiritualidade como commodity (produto à venda), como veremos ao longo da nossa caminhada. Assim sendo, espiritualidade nasce como uma vida prática e cotidiana “regada” a experiências místicas (contatos íntimos com Deus) mediadas pelos elementos institucionais como missa, oração, magistério, trabalhos físicos. Todavia, é evidente que esse tipo de experiência religiosa (e psicológica) é anterior à palavra espiritualidade, enquanto tal, começar a circular de forma mais presente no século XVII. Portanto, para tratarmos de espiritualidade, teremos que ser “historicamente incorretos”: Mas vale lembrar que pecadores sempre tiveram grandes doses de espiritualidade, muito mais que os bonzinhos.

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Cativeiros do seu egoísmo

Nunca vimos alguém ser condenado como criminoso por ter mantido durante anos e anos uma outra pessoa nos cativeiros de seu egoísmo. Não é comum ver uma esposa, depois de longo tempo de agressões psicológicas, que a impediram de desenvolver suas potencialidades, pedir à Justiça que seu marido pague pelo mal cometido. Não é comum que um filho denuncie os pais por o terem forçado a abortar os próprios sonhos, subjugando-o a viver por eles a vida que eles gostariam de ter vivido. Não há registro de que alguém tenha pedido indenização, ainda que simbólica, pela vida que foi desperdiçada em torno de um amor que nunca foi amor. O motivo é simples. Esses crimes estão inconscientemente socializados. Nós os cometemos diariamente e nem sempre nos atentamos de que os realizamos. É como se já estivessem justificados por uma prática comum, irrefletida, da qual participamos como se isso não causasse prejuízo a nós e aos outros. É assim mesmo. A não reflexão sobre a atitude criminosa funciona como delicada base de verniz que aplicamos para nos proteger de nossa covardia. Ledo engano. O silêncio do crime não nos exime da sentença. Mais cedo ou mais tarde ela nos será entregue. A criminosos e vítimas. Chega-nos pelos braços do tempo, quando este, sem nenhuma piedade, deposita sobre nossa alma a desconcertante conclusão de que o vivido não valeu a pena. É a partir desse outro desassossego que começo. A humanidade se distancia assustadoramente de sua essência. Somos cada vez menos esclarecidos quando o assunto é humanidade. Conhecemos de cor o funcionamento de uma máquina, mas temos dificuldade de compreender uma lágrima humana. Estamos indispostos para discutir com profundidade os problemas que nos afetam. Estamos cada vez mais distantes da cultura que nos permite acesso ao profundo do mundo. A poética, linguagem por excelência que nos conduz ao coração das realidades, tem sido constantemente banida. Prevalecem as fórmulas chulas, rasas, pretensiosamente prontas, mágicas, engraçadas –reconheço –, mas incapazes de sugerirem avanço ao que é profundo. Com isso nos limitamos a tocar a primeira pele das questões. E só.

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Amor antagônico

O amor, como doença da alma que é, pede uma certa leveza no trato. O ensaio é uma forma de leveza no método. Sem nenhuma intenção de dar a você uma lição, os ensaios a seguir são, apenas, uma confissão, portanto, nunca os leia em voz alta. Não trato apenas do amor romântico. Tampouco de sua felicidade, nem de sua viabilidade. Não faço uma defesa do amor. O amor, muitas vezes, é uma forma de traição e destruição. Nem sempre merece confiança, muitas vezes pode ser mortal. O amor pode trazer solidão e arrependimento. Transforma-se em muitas coisas, mesmo no oposto ao amor. Pode deixar um gosto amargo de desespero ou de certeza de que a vida minimamente feliz não comporta o amor. Pode confundir a alma e levar você a tomar decisões erradas e sem volta. Pode fazer mal a quem não merece. Deve ser pensado não só ali onde brota e encanta, mas também ali onde torna tudo obscuro e tenebroso. E ainda ali onde não existe, e que onde, por sua ausência, até as flores morrem em silêncio.

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Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

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Solidão

Não se deve confundir solidão com privacidade. Ficar só é bem diverso de ficar solitário.

É comum que em alguns momentos, especialmente quando fora do do mundo do trabalho, num final de semana por exemplo as pessoas se sintam sós. Mas querem ficar sozinhos para poder pensar, baixar um pouco a intensidade do dia a dia, diminuir as turbulências, cuidar um pouco de si, não deve ser confundido com solitário, porque o solitário é aquele que ninguém tem. Solitária é a pessoa que fica quase abandonada, colocada à margem da coletiva. Muita gente, inclusive tem obsessão pelo trabalho, porque encontra um lugar em que se sente pertencido e conectada a outras pessoas. Não são poucos os que não gostam de feriados, de férias ou de finais de semana, porque se encontram com o desprezível consigo mesmo.

A solidão como escolha de si é para concatenar reflexões, meditação, crescimento biopsicoespiritual, enquanto a solidão resultante do abandono é malévola que estilhaça a nossa capacidade de sentir bem estar.

Estar só não é obrigatóriamente ser solitário

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As múltiplas faces do sofrimento

Nas estradas da vida, o sofrimento é uma passagem obrigatória. Causa de muitos dizeres, motivo de muitos motivos, o sofrimento humano figura nas mais diversas culturas como um dos assuntos mais recorrentes. Muitos ramos de conhecimento já se ocuparam dele. Ramos diferenciados, evidenciando suas inúmeras faces. O sofrimento é naturalmente interessante. Ele nos instiga a uma aproximação respeitosa, pois parece condensar boa parte do significado da vida. Compreender o sofrimento parece nos oferecer uma chave de leitura para todas as questões humanas, afinal ele perpassa toda a problemática da existência. Ele é o “lugar” onde reconhecemos nossa humanidade em sua crueza mais venturosa. A filosofia, desde sua matriz grega até os dias de hoje, empenhou-se profundamente em suas tentativas de compreender o sofrimento e suas causas mais profundas. A teologia sempre se esmerou em articular a problemática da Revelação de Deus, centro de suas investigações, com sua busca incansável por respostas a respeito do sofrimento da condição humana. A psicologia sempre se mostrou desejosa de fornecer caminhos que aliviassem o peso de nossas mazelas. O objetivo de sua pesquisa é favorecer ao humano uma estrutura psíquica um pouco mais harmoniosa, livrando-o das neuroses e o ajudando a conviver melhor com os limites que lhes são próprios. A medicina, enquanto capacitada para dissecar a morfologia do sofrimento, isto é, o corpo que padece, avançou territórios interessantíssimos na luta contra a dor. Ela trabalha com o corpo e sua condição de “matéria temporária”. O corpo é matéria limitada, isto é, ele é propenso aos limites e regras do meio em que está localizado. O corpo, quando exposto ao calor, sofrerá as conseqüências do aquecimento. Quando exposto ao frio, sofrerá as conseqüências do resfriamento. Somos vulneráveis, e esta vulnerabilidade é a porta de muitos sofrimentos. O corpo é o território da dor. É nele que o sofrimento e todas as suas faces se concretizam. Quando violentado por alguma causa, o corpo responde com a dor.

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Diante do sofrimento mais vale um silêncio do que uma palavra inoportuna

Quando os nossos pés descalços se colocam diante das duras pedras do sofrimento… quando a fragilidade de nossa condição nos leva a trilhar o inevitável caminho das sombras… quando a vida nos revelar que somos portadores de uma essência de vidro… é importante que a gente se livre da pressa e da facilidade das respostas prontas… porque diante da dor sofrida, mais vale um silêncio, uma pausa, que uma palavra inoportuna.

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Semeando e colhendo

Há pessoas que nos roubam…

Há pessoas que nos devolvem. Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

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Hábito dos felizes

“Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

– O primeiro hábito que eles tem em comum é a GENEROSIDADE.

Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

– O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

– O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos.

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Libertar para conhecer o amor espontâneo

A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.

Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência…Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Os relacionamentos amorosos são assim também, devemos libertar para conhecer o amor espontâneo e jenuino

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Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

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Ser frágil no nosso contexto de hoje virou sinônimo de vergonha, nós perdemos o direito de chorar. A fragilidade parece ser um erro, deveria ser o contrário. Quer ser forte, seja fraco. Quer ser santo, assuma seu pecado, não finja que ele não existe, não crie cenários para sua vida, não faça uma interpretação barata, um teatrinho de quinta categoria. Não é a moldura do quadro que o torna mais bonito, mas a tela em si. Quantas coisas deixou de aprender pois não teve coragem de assumir que não sabia. Devemos buscar a autenticidade dos nossos sentimentos

Avalie como você é amigo dos outros, se você tem coragem de contar o que está doendo dentro dele

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À restrição é importantíssima no processo de amadurecimento, a gente identifica pessoas que ficam estragadas porque não lhes faltou nada, os filhos mimados que não enfrentam o descampado deserto não tem munição suficiente pra dar conta das adversidades. Até ajuda saber que tem um pai é uma mãe amigos, mas em muitos momentos da nossa vida esse calvário deve ser vivido na solidão. Assim a gente cresce e evolui espiritualmente. Eu não quero passar a vida em brancas nuvens, apenas ter a oportunidade de ver recrudescer o sorriso no meu rosto

Primeiro post do blog

9DB48A5F-BE8D-4580-A4F9-6B0942AE6630Olá pessoal, há algum tempo eu venho postando algumas reflexões em minhas redes sociais, então veio a ideia de organiza-lãs num blog com a intenção de transmitir informação, cultura e curiosidades. Seja bem vindo

Solidão vicia. Gente chata (feliz e/ou enérgica e otimista demais; triste e ou/prostrada e pessimista demais) corrobora-a.

Mas o enclausuramento (físico e/ou emocional) é paulatinamente vetor de anedonia – não somos completos, somos sempre metade ou um pouco mais que isso. A afetação assaz publicada do “eu me amo e me basto” é uma besteira de quem está desesperado(a) por companhia – a felicidade publicada é inversamente proporcional à vivida – já cansei de escrever isso.

A solidão deliberada e com prazo estimativamente estipulado é saudável e necessária – mas a compulsória ou a que excede o prazo imaginado, enraizando-nos ao mais escuro de nós mesmos, é suicídio idiossincrático, e com a morte de nossa ontologia – somos cadáveres ambulantes.