Anúncios
+

E algumas pessoas aparentam serenidade, mas em alguns casos e tratar muito mais e acomodação. São aquelas que vivem dizendo “não, mas a vida é assim “, ” vamos deixar como as coisas estão”, ” Uma hora melhora “… Isto é, aquilo que conduz a inação, ausência de ação, ou não movimento, a não reação. Em muitas situações é necessário que a pessoa seja sujeito não objeto daquilo que faz. Não seja apenas um paciente em relação ao que acontece na vida, no dia a dia, mas seja um agente da sua condição.

E o escritor francês Honoré de Balzac nos provocava ao dizer que a resignação é um suicídio cotidiano.

A pessoa resignada faz morrer dentro dela, de um lado, a capacidade de resistência; de outro, a possibilidade de não se acovardar, de não se enfraquecer. A resignação mata a própria dignidade, porque tem, por princípio, É a suposição de que nada pode ser feito ou por que falta coragem para fazê-lo.

Nesse passo, portanto, indica uma circunstância que se assemelha ao suicídio cotidiano, as pequenas mortes que vão acontecendo e conduzir a um estado de chateação, de infelicidade, e pior de tudo, de decepção consigo mesmo.

Anúncios
+
Às vezes, temos a necessidade da certeza absoluta, assim como temos a necessidade da certeza de que a pessoa que nos ama nos ama. Talvez, o campo dos afetos seja onde isso fica mais evidente. Não é à toa que, quando pensamos na origem da palavra “afeto”, do latim afeccio, chegamos à palavra “afecção”, em português. “Afecção respiratória”, “afecção cardíaca”… É doença, assim como pathos, do grego. Duas coisas me interessam muito nesse assunto: em primeiro lugar, o fato de o afeto estar relacionado àquilo que em nós é doença–mas não doença no sentido banal da palavra, e sim no sentido daquilo que nos afeta para além da nossa capacidade de autonomia. Quando somos afetados por alguma coisa, significa que não temos controle sobre ela. E há um segundo ponto, mais relacionado ao momento histórico, que também me interessa muito no tema do afeto. A modernidade é uma época que tem por objetivo controlar tudo. E o afeto, por definição, é aquilo que não é controlável. A minha hipótese é de que, talvez, não exista nenhuma outra época histórica que tenha como objetivo a eliminação completa dos afetos. Minha impressão é que o mundo contemporâneo tem como projeto, entre outros, um lugar onde não exista amor nenhum. Não porque todo mundo se odeie, não esse papo anticristão, mas porque ninguém sinta mais nada. Eu vejo em temas como o poliamor, por exemplo, um desses sintomas. Pois amor é afeto, e afeto é sofrimento, perda de controle; afeto é alegre, é triste–como dizia Espinosa, “uma paixão alegre e triste”. O afeto é ali onde não se consegue decidir por si só, onde não se consegue ter controle absoluto da situação. Então, vem o mistério,Porque se não amarmos uma pessoa do jeito que ela quer, o mundo acabou. Na verdade, quando falamos em amor, pode ser amor pathos, paixão; amor philia, amizade; amor eros, mais relacionado ao dínamo, ao desejo; amor ágape, compartilhamento cristão.

O teu ódio

desbotado na cortina

resistindo.

Incenso.

Magia e vicio. Magia e vinho. Vicio

O cotidiano

aerossol : fumaça impregnada

e o desbotado

da cortina.

Tudo fica.

Um vicio

Ovinho.

Um pôster na parede

cravos vermelhos

Teus dedos em riste

A linha

do horizonte . Réstias de luz

Nas fotos na inércia do seu sono

Sustos sonhos soluços

Sussurros

nada

+

Aceitando a definição que Deus é amor, eu em particularmente , Leitores, e todas as fases que estamos na frente de alguém nós temos dois desafios:Encontrar o outro de verdade, e o segundo é a gente deixar cair as máscaras que muitas vezes impedem nosso encontro. Final pela força do nosso discurso somos capaz de tirar a realidade das máscaras que nos convém muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque Não acreditamos no amor daquele que nos chama para sair, muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque estamos com uma cicatriz com uma caricatura de Deus e não daqueles que realmente conhecer sua face, por isso devemos aprender o tempo todo descobrir quem ele. A gente só pode se amar de verdade se a gente se conhece nós precisamos sempre pelo amor que nos convida sair debaixo da mesa e arrancar a máscara. É tão bom a gente ser cuidado não é? É tão bom saber que alguém cuida de nós e passar pela experiência do cuidado é passar o que você tem mais primitivo em você, porque quando nascemos precisamos ser cuidados isso através desse cuidado do que Deus faz com que a gente saia de baixo da mesa

A certeza que somos arrancados é que vai nos encorajar para dar um passo em direção daquele que nos chama. Se pela força do ódio somos jogados para debaixo da mesa, pela força do amor seremos capaz de sair, de saber que eu sair daí alguém cuida de você. Eu particularmente penso em contar o tempo todo pessoas que são machucados no seus afetos, a suas emoções. O que é o trauma? Porque somos marcados muitas vezes negativamente o que é uma feto dentro de nós, o afeto é aquilo que temos de mais fácil, É como se fosse a camada da pele mais exterior, o afeto é parte da vida que nos faz mover nos faz levantar. O afeto despertado com uma palavra com uma música. O afeto é muito fácil de vir para fora, e quando falamos de afeto falamos de tudo que é próprio do mano de sentimento raiva alegria. E afeto é uma forma de memória, assim como você se recorda das equações de matemática, das mais simples, ficar registrado Na sua memória, Sua razão você articula sobre alguma coisa que você sabe, mas o interessante é que no paralelo dessa equação emocional, você tem a suas informações afetivos, por que elas dão notícias sobre você, basta a gente toque nessa informação afetivo e você fica para fora. Se você se recordar se você escuta uma música que a 10 anos atrais marcou a sua vida o sorriso vem no rosto

Aquela música puxa para dentro de você alguma coisa, é impressionante quanto nossa memória afetiva tem poder sobre nós. A razão de nós recordarmos das informações isso tem um poder grande sobre nós. Mas ele mora efetiva tem um valor muito maior é a partir dela que você rejeitou a pessoa que você nunca viu na vida. Como é que você não pode gostar daquela pessoa que você nunca se encontrou com ela?

Você não tem razões de inteligência, porque o que é razão da inteligência para eu não gostar de alguém. Aquilo que eu já sei sobre ela, aquilo que ela falou, aquilo que eu vi, o que ela me fez, isso é razão que você tem dados informações como encontrar uma pessoa e não vai com a cara dela: memória afetiva, ela deve se ter alguma coisa nela que você tem eu não gosto em você. Da mesma forma que você encontre uma pessoa que bate o santo, como eu gosto tanto dela então pouco tempo, não consigo sair mais do lado dela. São as cordas interiores nos ligando, são as cordas nos costurando. Gente Jesus o tempo todo dessa capacidade de ser amado ele tinha isso tudo muito consciente nele, ciente da suas capacidades, e trazia pessoa pra ele a pessoa não tinha vontade de ir embora. Ao ponto de dizer,:Senhor aonde eu iria se só você tem a palavra do amor eterno

+

Quando ha uma disparidade entre o que as pessoas consideram verdade e o que de fato é verdadeiro o que tem mais peso? A percepção. Para elas sua percepção é verdade. O resto não passa de mentira.

A voz tem um poder incrível. Nós temos um grande potencial que ainda nem começamos a explorar. Pouca gente consegue expandir suas qualidades e habilidades vocais.

Um movimento positivo com a cabeça, um gesto, uma sobrancelha levantada, um sorriso ou um franzir de testa – tudo que você faz enviar um sinal de causar impressão das pessoas

Os problemas na comunicação normalmente ocorre em virtude de diferenças entre as percepções ou entre os perfis da comunicação. O propósito de estabelecer um perfil é gerar uma percepção que proporcione maior entendimento de nós mesmos e do outro. Dessa compreensão surgem ideias de como adaptar nossa comunicação.

+

de cascalho

de menino

de seixo

de rocha

de homem

comum é próprio

da montanha na

água do solo no

vão da casa na

terra do perdão

no aconchego do

colo materno foi

amiga filha

pai irmão é

na contramão da

vida

áspera do chão

límpido na água

+

Procurei o amor, primeiro porque ele traz o êxtase – um êxtase são imenso que muitas vezes eu teria sacrificado o resto da vida por algumas horas desse prazer. Procurei-o depois, porque alivia a solidão – aquela terrível solidão, onde o consciente, o trêmulo e frio olhar por sobre a borda do mundo pára o abismo gelado e insondável. Eu o procurei, finalmente, porque vi na união amorosa, numa miniatura mística, a visão prefigurada do céu que santos e poetas imaginam

+

Muitas pessoas concentradas no ver e não visualizar

Ver é muito pouco, eu estou falando em aperfeiçoar um sentido, muito mais que olhar e identificar alguma coisa, não, nós estamos falando de uma visualização muito mais profunda: É a oportunidade de olhar a vida e descobrir o que realmente é essencial. Se a gente não tomar cuidado a vida passa e a gente nem percebe que ela está acontecendo.

Enxergar é muito mais, minha gente, é a tomada de consciência de tudo que está no momento presente, em qual lugar estão suas urgências, do que verdadeiramente importa, do que realmente nos convém

Eu tenho tido cada dia mais a consciência de que a grande ação nos dias de hoje do Inimigo é cegar a gente. A especialidade de Satanás é prejudicar a visão que você tem de você mesmo. Assim ele consegue semear dentro de você, aquilo que pode se tornar fator da sua destruição.

Uma pessoa que não se enxerga não avança, não cresce, não supera, fica estagnada porque perde a capacidade de olhar-se, de ver-se. Quantas vezes você já escutou a expressão “por favor vê se você se enxerga”, “se enxerga rapaz”, o que a outra pessoa queria dizer: que você estava fazendo a coisa errada, preste atenção!

Permita que o olhar que você tem sobre você seja verdade

+

Eu tenho pensado na dificuldade em ser cristão nos dias de hoje, você ter uma postura cristã no lugar que você mora, na família que você frequenta, no seu trabalho, como é difícil minha gente, está tudo muito maquiado! Está muito nebuloso, não sabemos mais o que é certo ou errado, nós perdemos muitos referenciais de verdade, está confuso

Muitas vezes não conseguimos chegar ao obrigado Senhor, porque nos falta discernimento no que a gente pede, estamos pedindo o que não convém pedir. Estamos solicitando ao Senhor o que não é direito nosso

Muitas pessoas estão concentradas em ver e não visualizar

+

Saber que algumas vitórias que a gente tem na vida cabem em uma linha de um papel

Quantas graças você alcançou, que deu um trabalho danado pra chegar até ela que cabem em uma palavra ou duas: sim e obrigado.

É por isso que cada vez mais eu quero respeitar a Palavra

A Palavra é a casa do significado, é onde ela resolveu morar. Os sentidos de todas as coisas cabe na Palavra. Aos ouvidos dos que escutam talvez não diga muita coisa, mas para os lábios dos que professam, quanto significado existe!

+

O pai não me disse

O tamanho do amor

Mostrou-me a ferida

Saudades do seu cabelo

Branco
Da fala sem

Metáfora

“Escuta aqui

Menino”

E o mundo Se resolvia

No dente-de-alho

No broto da abóbora

No feijão

Jeito caipira de seu sorriso

De João

De Joãozinho

De todos os tons – meu eterno manacá!

Deixem-me ser seu neto
bisneto
tataraneto

Ate a última geração

Você é inteligente?

+

Um brinde aos pais que são capazes de se dedicar a qualquer coisa. Que fazem aquilo que precisa ser feito. Quer assoar narizinho, os que trocam fraldas. Que descascam as batatas. Que consertam os canos das pias. Que batem os ovos, mexem o ensopado e picam os legumes. Que já puseram as crianças na cama, quando a mamãe chegar em casa, de volta do trabalho. Que estão presentes quando ela precisa. Que, com as mães, são O eixo do lar.

O mundo tem uma necessidade infinita de mães amorosas e as encontro por toda parte, acalmando a criança assustada com a trovoada, lutando para salvar uma colheita, transformando coisas simples um festival de beleza. Mas elas precisam de um companheiro, no longo caminho rumo a segurança é preciso defensor em tempos de perigo. Preciso de alguém com quem dividir suas preocupações, e para manter viva esperança. O mundo tem uma necessidade infinita de pais amorosos.

Estendo meus braços a todos os pais do mundo separados das esposas dos filhos por guerras ou necessidade, ou trabalho… E anseio com os corações de todos essas mães e de todos esses filhos, pela sua volta. As famílias dão um jeito. As famílias se arranjam. Mas isso nunca é o suficiente. Volte em segurança. Volte logo

+

A mitologia hindu ensinava que, ao entardecer, o astro do dia se despojava de sua luz e atravessava o ceu durante a noite com uma face obscura. A mitologia grega figurava puxando por quatro cavalos o carro de Apólo. Anaximandro de Mileto, sustentava ao que refere Plutarco, que o Sol era um carro muito cheio de fogo muito vivo, que se escapava por uma abertura circular. Epicuro, teria emitido a opinião de que o sol se acendia pela manhã e se apagava a noite nas águas do oceano. Anaxagoras o tomava por um ferro embraseado, do tamanho do Peloponeso. Coisa singular! Os antigos eram tão invencivelmente induzidos a considerar real a grandeza aparente desse astro, que perseguiram os filósofos temerários por atribuírem volume ao facho do dia, fazendo necessária toda a autoridade de Pericles para salvá-los da condenação da morte, sendo conduzidos a exílios

+
A paixão é o resultado da primeira vista, dos primeiros detalhes do território encontrado, da mesma forma como a antipatia natural. A pessoa apaixonada vive uma experiência estranha de projetar o outro como o maior acontecimento de sua vida. E sempre assim. Todo apaixonado acha que agora encontrou o amor de sua vida. Mas, com o passar do tempo, se esse conhecimento não o conduzir ao encontro real, concreto, de defeitos e virtudes pelos quais ele ainda continua apaixonado, a paixão dá espaço à desilusão e ao rompimento. O amor só pode acontecer nas pessoas que atravessaram a antesala da paixão. Somente depois de conhecidos limites e virtudes é que o amor é real. E por isso que as relações humanas são como pontes. Estamos sempre em travessia. Há sempre uma distância a ser percorrida, um passo a mais a ser dado no conhecimento do outro. Pontes são simbólicas. Elas estabelecem vínculos. Por elas cruzamos os obstáculos que dificultam nossa chegada ao outro lado. Quanto mais construímos pontes, muito maior será a possibilidade de conhecermos verdadeiramente aqueles que fazem parte do nosso mundo. E a atitude simbólica, que constrói e facilita os vínculos.
+

A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante, não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como é, vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer, envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro, permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição, lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio, te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé, tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo e lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém, te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo, te acorda, te poda, te quebra, te desaponta…Mas creia, isso é para que o seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.

+

A mulher foge da tentação, mas o homem afasta-se devagar, com a doce esperança de que a tentação o apanhe.

Lembra-te que é da humana natureza sofrer enganos, por isso não leve a mal o erro alheio

+

Pois Deus não destrói os poderosos tão rapidamente quanto merecem. Deixa-os por algum tempo até que seu poder chegue ao auge. Então Deus não o sustenta. Então os oprimidos se levantam, igualmente sem barulho, pois o poder de Deus está neles. Maria não diz que Deus destruirá os tronos, mas que derruba deles os poderosos.. Também não diz que deixará os humildes na humildade, mas os exalta. Vemos em todos os livros de História como Deus exalta um reino e derruba outro. Assim agiu com a Assíria, Babilônia, com os persas, gregos, com Roma, embora esses achassem que ficariam eternamente em seus tronos. Quando digo “os que estão por baixo” isso não significa simplesmente os humildes. Penso em todos aqueles que nada valem perante o mundo e que são absolutamente nada. Exatamente esta palavra Maria aplica a si mesma: “Contemplou a nulidade de sua serva”. O exaltar não deve ser entendido como se Deus os colocasse nos tronos e nas posições daqueles que tirou do poder. Antes Deus lhes concede muito mais: exaltados em Deus e espiritualmente, são instituídos juízes sobre tronos e poderes, e sobre saber aqui e lá. Pois sabem mais do que todos os sábios e poderosos. Tudo isso foi dito para consolo dos sofredores e pavor dos tiranos, se por acaso tivéssemos fé para acreditar nisso. Que esta breve reflexão ajude a iluminar o seu bem viver: bom dia e grande abraço a todos.

+

O homem que venceu na vida é aquele que viveu bem, riu muitas vezes é amou muito, que conquistou o respeito de homens inteligentes e a ternura das crianças, preencheu um lugar e cumpriu uma missão, que deixa o mundo melhor do que o encontrou, seja com uma flor, um poema que acalanta ou a resiliência de uma alma, que procurou o melhor nos outros e seu aos outros o melhor de si

+

                 Pasmadas testemunhas

                    (O primeiro encontro)

                     Estranheza no sofá

Olhos tristes                                        Meu silêncio 

Teu silêncio.                                         Um sorriso 

                   O gosto pelo novo pacto

Sinistro

+

Arrancar a pele

Nem o vermelho deixar

Sem avesso nem direito

Do que um dia já foi

Depois calar por completo

Silenciar mais que o branco

E o preto sem cor

Cair de exaustão total

Ouvindo estupefato

O que dizem as palavras

Embriagadas de poesia

Pétalas sobre prego
+

Podemos dizer que o universo consiste de uma substância e a esta substância chamaremos de átomos ou quem sabe de Monadas. Demócrito chamava de átomo Leibniz preferia Monadas. felizmente os dois nunca se encontraram se não teriam Pancandaria da grossa. Essas partículas foram acionados por algumas causas opressivo subjacente ou talvez tenham apenas resolvido dar uma voltinha. O fato é que já é tarde para fazer qualquer coisa respeito, exceto provavelmente escovar os dentes quatro vezes ao dia. Isso naturalmente não explica imortalidade da alma . Não implica sequer a existência da alma, nem chega a me tranquilizar quanto a sensação de estar sendo seguido por um guatemalteco. A relação causal entre o princípio motor Deus ou uma ventania e qualquer conceito teológico do ser, em outras palavras você é Segundo Pascal então lúdrica que nem chega a ser engraçada. Schopenhauer chamou a isto o “vir a ser” mas o médico diagnosticou simplesmente como alegria apenas de ganso. No fim da vida Schopenhauer tornou-se amargurado por esse conceito ou talvez tenha sido pela sua crescente suspeita de que não era Mozart

+

O termo indecente nem sempre está ligado a questão da sexualidade e da pornografia muitas vezes está ligado nossa capacidade humana de pensar desejar e até apreciar aquilo que é feio.

Claro a beleza não é só de natureza estética, ela é de natureza ética

Uma das máximas mais perturbadores do escritor francês do século XVII François de lá Rochefoucald é que na adiversidade dos nossos melhores no amigo sempre encontramos alguma coisa que não nos desagrada

Essa atração moda por algum tropeço de alguém próximo nem sempre é completamente desprazerosa para nós ,embora não admiramos essa condição

Até na família na relação entre irmão irmã pessoas da nossa próximidade vez ou outra algo que com eles dar errado traz a possibilidade desse exultar.

Mesmo que seja uma alegria eventualmente recôndita ela é feia. Esse tipo de sentimento mais perversos identifica como humanos

+

Se dois pães feitos por duas pessoas seguindo a mesma receita, não saem do mesmo modo. Ha sempre aquilo que é específico de uma pessoa. Assim como não há possibilidade de uma exclusividade caminho. Terêncio é um poeta romano que muita gente reconhece por uma frase dita como sendo o senso comum: lenquanto a vida a esperança” essa famosa frase aparece numa comédia de Terêncio chamada “O punidor de si mesmo” Numa outra comédia titulada a Adelphos que em grego é uma ideia de irmãos. Terencio anotou: “Se duas pessoas fazem uma mesma coisa não é a mesma coisa “

De fato a originalidade é própria não é um modo único de fazer algo. Mesmo que uma receita seja de comida de projeto de interpretação de música – seja a mesma coisa, lembra o Terêncio não é a mesma coisa.

Aquilo que é próprio que é da pessoa que faz com que haja um registro de característica que não se dilui, não se perde no que outra pessoa faz.

Isso dá um encanto muito grande nossa vida

+

Ha algumas coisas em você que eu conheço outras que eu posso intuir, há alguns mistérios que estão preservados então necessito conviver mais

Eu lembro que nas aulas de psicologia da faculdade eu perguntava para professora com toda soberba “então a psicologia não explica isso”e depois a maturidade foi chegando no meu coração e eu fui entender que nem tudo de nós pode ser explicado mesmo. Quantas coisas da vida você não consegue entender?

É tão interessante nós percebemos minha gente que aquilo que nós somos com pessoas, aquilo que você consegue ser além do que é. Hoje o resultado final que encontramos aqui a filosofia explica que o ser humano é sempre uma manifestação quando estou na frente de alguém estou na frente de um fenômeno

Em quantas coisas do seu comportamento da suas escolhas você ainda não consegue compreender? Não tem psicologia que explique por que você é um fenômeno você está em processo de manifestação está em processo de feitura haverá sempre um espaço para uma surpresa

Nós somos reações de coisas que estamos escolhendo pra nossa vida um dia precisamos aprender a escolher não importa qual seja o contexto das coisas que você viveu das incoerências todos nós somos convidados hoje a repensar as escolhas que nós fazemos a luz da palavra sagrada porque nela não a incoerência

+

Há silêncio e silêncios

Link Permanente

O olhar apressado é a matriz de todo preconceito

Com a força é possível coagir as pessoas a fazerem o que você quer. Se utilizar o poder hierárquico, a única alternativa que lhes restará será a subserviência. No entanto, em nenhum desses casos, elas serão persuadidas. O uso de instrumentos de opressão é limitado e frágil. A melhor de todas as armas é, sem dúvida, o argumento. O verdadeiro poder está nas palavras, pois somente com o bom uso delas é que você conseguirá influenciar as pessoas, cultivar bons relacionamentos e contar com a cooperação e o empenho de quem o rodeia. A arte de convencer é, assim, o exercício de uma comunicação eficaz. Com ela, você abre portas para as oportunidades e sobe os degraus para alcançar os seus objetivos. O que eu percebi olhando nas pessoas com quem convivi nesses 11 anos de formado em medicina é que quem se relaciona mais facilmente e domina o poder da argumentação geralmente ocupa os melhores espaços e cria mais chances na vida. Com isso, encurta os caminhos para as conquistas, tanto pessoais quanto profissionais. Se o sucesso é construído aos poucos, a boa comunicação é o alicerce dessa edificação. Aprimorar essa capacidade é um desafio constante e uma tarefa cotidiana para todos. Embora existam pessoas que pareçam comunicadores natos, essa competência não é genética, mas sim adquirida com o tempo, a experiência e muito treinamento.

Entendendo tudo isso quero que você comece a focar em como abordar a importância do desenvolvimento da comunicação interpessoal em seus diversos aspectos e, ao mesmo tempo, enxergando sua relevância no processo de socialização e na busca do conhecimento, fazendo uso de 3 pilares emocionais – a autoestima, a coragem e a determinação. Algumas pessoas se enganam ao pensar que a boa comunicação resume-se na arte de falar em público. Embora seja uma importante ferramenta a ser desenvolvida, ela sozinha tem pouco valor. O aprimoramento da comunicação interpessoal é um processo mais amplo: abrange aspectos comportamentais, questões emocionais, postura corporal, além de aprendizados essenciais como os de saber ouvir, conversar e escrever o mais corretamente possível. A comunicação eficaz é a competência cada vez mais exigida no ambiente de trabalho. A habilidade de persuasão, seja na escrita ou na fala, tornou-se um diferencial competitivo. Hoje, não basta ser dotado de um vasto conhecimento técnico se você não for um expert na arte de lidar com pessoas, principalmente aquelas que adoram discordar das ideias alheias.Cientes disso, as empresas querem contar com colaboradores que sejam também vendedores de conduta, transmissores de otimismo, administradores de conflitos e, sobretudo, promotores de um ambiente de trabalho sadio e produtivo. Para o escritor e filósofo argelino Albert Camus, “a grandeza consiste em tentar ser grande. Não há outro meio”. O desenvolvimento da comunicação interpessoal é o caminho mais curto para o sucesso e um dos principais meios para nos tornarmos grandes e fortes diante dos desafios e obstáculos que, frequentemente, surgem na vida.

A intenção de escrever esse artigo aqui no blog “erudicaoinformativa” é descobrir a energia escondida dentro de você, a valorizar a sua determinação e a sua força de vontade e, sobretudo, a refletir sobre a necessidade de aprimorar a comunicação interpessoal. As pessoas que se expressam com desenvoltura terão mais chances de se sair bem em tudo o que se propõem a fazer.Quem tem dificuldades – pelas mais diversas razões – não pode ficar parado, deve buscar o progresso urgente. Portanto, a partir de agora, tenha como meta melhorar diariamente sua comunicação interpessoal, pois você dependerá dela para encontrar novas chances.

+

Há pesssoas que até podem simular uma lágrima e há pessoas que choram por um sentimento sincero, evidentemente o choro é uma manifestação que pode indicar varios estados nossos, mas também pode ser simulado, na gíria do dia dia”lágrimas de crocodilo”, porque quando o crocodilo libera uma secreção ocular quando mastiga uma vítima, pois o próprio movimento mandibular leva a isso.

Existe um livro chamado “Reflexões sobre a vaidade dos homens”, do filósofo paulista Matias Aires, que diz: “…pelas lágrimas se explica a alma, pelas palavras, muitas vezes se explica o engano. Quem chora certamente sente, quem fala só se exprime”

Nos estamos habituados a olhar o choro com uma possibilidade de expressão sincera, mas com a maturidade ficamos mais alertas, calejados com o choro fingido, aquilo que eu dei o nome de hipocrisia lacrimosa no título. Entretanto o choro quando sincero é a melhor ferramenta para abrir a alma.

“Quem quer amar, vê o amor em tudo. Cega-se aos preconceitos, abraça demorado quem mal conhece.”

Arquitetura Existencial

Somos nosso próprio inferno – valorizamos o que não merece atenção, encarceramos o que era livre em nós.
Aventamos palavras de amor como se amar fosse esse sentimento líquido que banha a todos os que vieram e virão; não existe amor sem raiz, existe? Não falo dos contratos verbais e corporais que apodrecem conforme a facilidade de sua conquista – falo do amor fermentado, do amor que sedimenta – do amor que dure enquanto for infinito. E amar inevitavelmente é amar-se: não há sentimento nobre sem pessoa, e “pessoa”, numa bela interpretação da antropologia religiosa é quem “dispõe de si para depois dispor-se ao outro” – como daremos o que não temos?
Um erro vulgar é acreditar que amar-se tem a ver com posturas egocêntricas, com condutas afetadas, que só nos levam a uma existência insular; é sábio quem é pouquinho de terra cerceado por um mar de pessoas que não o toleram? “Ah, eles são os desimportantes, não estou nem aí” – já sabemos que essa frase é a cereja do bolo da solidão desesperadora. Pertencer é um sistema complexo e muito intenso: primeiramente, precisamos ser senhorios de nossas pertenças; depois, precisamos ser livres pertenças aos que nos querem pertencendo – e tudo de forma fluida, sem solavancos.
A solidão é uma coisa legal? Claro que sim! Mas compulsória e ininterrupta é o que há de mais triste.
Vamos conduzir nossas vidas, vamos pertencer, vamos nos dar, e que aceitemos receber.
Chega de ser folha; sejamos vento.

+

Espiritualidade

Espiritualidade é um termo cheio de significados. Não só a palavra pode significar diferentes sentidos, dependendo de quem a usa, como também tem uma longa história que vai além do próprio momento de seu “surgimento”. As pessoas, em seu dia a dia, quando usam a palavra “espiritualidade” querem dizer algo como uma vida para além da vida meramente material, seja esse “para além” algo ligado a uma tradição religiosa específica, ou mesmo apartado de qualquer uma das tradições religiosas existentes. Para muitos, estar apartado de qualquer uma dessas tradições é indício de que sua espiritualidade seria mais “verdadeira” e menos contaminada pelas contradições concretas que todas as tradições religiosas carregam em sua história, muitas vezes, sombria. Essa tendência à separação entre religião e espiritualidade é um processo ligado à modernidade e teremos tempo de ver como isso aconteceu, seu significado e seus desdobramentos para a própria ideia de espiritualidade. Dizer, portanto, o que é espiritualidade é uma tarefa complexa.

O que é espiritualidade? O que seria essa “terra estrangeira” para qual nos dirigimos neste ensaio? Haveria uma espiritualidade “para” covardes? O que é espiritualidade? Do ponto de vista meramente histórico, a palavra, ou o conceito, nasce no âmbito do catolicismo francês em meio ao século XVII. Outro termo comum na época, muito próximo à ideia de espiritualidade, era “ciência dos santos”. Nesse universo, ambas significam uma vida próxima a Deus e os desdobramentos práticos dessa vida “acompanhada” por Deus. Espiritualidade aqui é um tipo de conhecimento prático (também teórico, mas o que a diferencia é a dimensão prática) que só se adquire com essa intimidade com Deus. Naquele momento, essa “intimidade” era ainda (porque mudará) bastante dependente da liturgia e da ritualística católicas, daí a “ciência dos santos” católicos. A espiritualidade nasce, em grande medida, institucional. Um dos eventos mais marcantes do processo de constituição da ideia de espiritualidade que temos hoje é, justamente, sua “desinstitucionalização”, como tudo aliás, a partir da radicalização da modernização burguesa em que vivemos nos últimos séculos. É este processo que nos levará à ideia de espiritualidade como commodity (produto à venda), como veremos ao longo da nossa caminhada. Assim sendo, espiritualidade nasce como uma vida prática e cotidiana “regada” a experiências místicas (contatos íntimos com Deus) mediadas pelos elementos institucionais como missa, oração, magistério, trabalhos físicos. Todavia, é evidente que esse tipo de experiência religiosa (e psicológica) é anterior à palavra espiritualidade, enquanto tal, começar a circular de forma mais presente no século XVII. Portanto, para tratarmos de espiritualidade, teremos que ser “historicamente incorretos”: Mas vale lembrar que pecadores sempre tiveram grandes doses de espiritualidade, muito mais que os bonzinhos.

+

Cativeiros do seu egoísmo

Nunca vimos alguém ser condenado como criminoso por ter mantido durante anos e anos uma outra pessoa nos cativeiros de seu egoísmo. Não é comum ver uma esposa, depois de longo tempo de agressões psicológicas, que a impediram de desenvolver suas potencialidades, pedir à Justiça que seu marido pague pelo mal cometido. Não é comum que um filho denuncie os pais por o terem forçado a abortar os próprios sonhos, subjugando-o a viver por eles a vida que eles gostariam de ter vivido. Não há registro de que alguém tenha pedido indenização, ainda que simbólica, pela vida que foi desperdiçada em torno de um amor que nunca foi amor. O motivo é simples. Esses crimes estão inconscientemente socializados. Nós os cometemos diariamente e nem sempre nos atentamos de que os realizamos. É como se já estivessem justificados por uma prática comum, irrefletida, da qual participamos como se isso não causasse prejuízo a nós e aos outros. É assim mesmo. A não reflexão sobre a atitude criminosa funciona como delicada base de verniz que aplicamos para nos proteger de nossa covardia. Ledo engano. O silêncio do crime não nos exime da sentença. Mais cedo ou mais tarde ela nos será entregue. A criminosos e vítimas. Chega-nos pelos braços do tempo, quando este, sem nenhuma piedade, deposita sobre nossa alma a desconcertante conclusão de que o vivido não valeu a pena. É a partir desse outro desassossego que começo. A humanidade se distancia assustadoramente de sua essência. Somos cada vez menos esclarecidos quando o assunto é humanidade. Conhecemos de cor o funcionamento de uma máquina, mas temos dificuldade de compreender uma lágrima humana. Estamos indispostos para discutir com profundidade os problemas que nos afetam. Estamos cada vez mais distantes da cultura que nos permite acesso ao profundo do mundo. A poética, linguagem por excelência que nos conduz ao coração das realidades, tem sido constantemente banida. Prevalecem as fórmulas chulas, rasas, pretensiosamente prontas, mágicas, engraçadas –reconheço –, mas incapazes de sugerirem avanço ao que é profundo. Com isso nos limitamos a tocar a primeira pele das questões. E só.

+

Amor antagônico

O amor, como doença da alma que é, pede uma certa leveza no trato. O ensaio é uma forma de leveza no método. Sem nenhuma intenção de dar a você uma lição, os ensaios a seguir são, apenas, uma confissão, portanto, nunca os leia em voz alta. Não trato apenas do amor romântico. Tampouco de sua felicidade, nem de sua viabilidade. Não faço uma defesa do amor. O amor, muitas vezes, é uma forma de traição e destruição. Nem sempre merece confiança, muitas vezes pode ser mortal. O amor pode trazer solidão e arrependimento. Transforma-se em muitas coisas, mesmo no oposto ao amor. Pode deixar um gosto amargo de desespero ou de certeza de que a vida minimamente feliz não comporta o amor. Pode confundir a alma e levar você a tomar decisões erradas e sem volta. Pode fazer mal a quem não merece. Deve ser pensado não só ali onde brota e encanta, mas também ali onde torna tudo obscuro e tenebroso. E ainda ali onde não existe, e que onde, por sua ausência, até as flores morrem em silêncio.

+

O maior erro das pessoas pobres

+

Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

+

Solidão

Não se deve confundir solidão com privacidade. Ficar só é bem diverso de ficar solitário.

É comum que em alguns momentos, especialmente quando fora do do mundo do trabalho, num final de semana por exemplo as pessoas se sintam sós. Mas querem ficar sozinhos para poder pensar, baixar um pouco a intensidade do dia a dia, diminuir as turbulências, cuidar um pouco de si, não deve ser confundido com solitário, porque o solitário é aquele que ninguém tem. Solitária é a pessoa que fica quase abandonada, colocada à margem da coletiva. Muita gente, inclusive tem obsessão pelo trabalho, porque encontra um lugar em que se sente pertencido e conectada a outras pessoas. Não são poucos os que não gostam de feriados, de férias ou de finais de semana, porque se encontram com o desprezível consigo mesmo.

A solidão como escolha de si é para concatenar reflexões, meditação, crescimento biopsicoespiritual, enquanto a solidão resultante do abandono é malévola que estilhaça a nossa capacidade de sentir bem estar.

Estar só não é obrigatóriamente ser solitário

+

As múltiplas faces do sofrimento

Nas estradas da vida, o sofrimento é uma passagem obrigatória. Causa de muitos dizeres, motivo de muitos motivos, o sofrimento humano figura nas mais diversas culturas como um dos assuntos mais recorrentes. Muitos ramos de conhecimento já se ocuparam dele. Ramos diferenciados, evidenciando suas inúmeras faces. O sofrimento é naturalmente interessante. Ele nos instiga a uma aproximação respeitosa, pois parece condensar boa parte do significado da vida. Compreender o sofrimento parece nos oferecer uma chave de leitura para todas as questões humanas, afinal ele perpassa toda a problemática da existência. Ele é o “lugar” onde reconhecemos nossa humanidade em sua crueza mais venturosa. A filosofia, desde sua matriz grega até os dias de hoje, empenhou-se profundamente em suas tentativas de compreender o sofrimento e suas causas mais profundas. A teologia sempre se esmerou em articular a problemática da Revelação de Deus, centro de suas investigações, com sua busca incansável por respostas a respeito do sofrimento da condição humana. A psicologia sempre se mostrou desejosa de fornecer caminhos que aliviassem o peso de nossas mazelas. O objetivo de sua pesquisa é favorecer ao humano uma estrutura psíquica um pouco mais harmoniosa, livrando-o das neuroses e o ajudando a conviver melhor com os limites que lhes são próprios. A medicina, enquanto capacitada para dissecar a morfologia do sofrimento, isto é, o corpo que padece, avançou territórios interessantíssimos na luta contra a dor. Ela trabalha com o corpo e sua condição de “matéria temporária”. O corpo é matéria limitada, isto é, ele é propenso aos limites e regras do meio em que está localizado. O corpo, quando exposto ao calor, sofrerá as conseqüências do aquecimento. Quando exposto ao frio, sofrerá as conseqüências do resfriamento. Somos vulneráveis, e esta vulnerabilidade é a porta de muitos sofrimentos. O corpo é o território da dor. É nele que o sofrimento e todas as suas faces se concretizam. Quando violentado por alguma causa, o corpo responde com a dor.

+

Diante do sofrimento mais vale um silêncio do que uma palavra inoportuna

Quando os nossos pés descalços se colocam diante das duras pedras do sofrimento… quando a fragilidade de nossa condição nos leva a trilhar o inevitável caminho das sombras… quando a vida nos revelar que somos portadores de uma essência de vidro… é importante que a gente se livre da pressa e da facilidade das respostas prontas… porque diante da dor sofrida, mais vale um silêncio, uma pausa, que uma palavra inoportuna.

+

Acomodação

Acomodação

Ha varios momentos da vida em que nos acomodamos com o que já sabemos, com o que conhecemos, com a educação no patamar que se encontra. Isto é muito perigoso por em muitas situações significa se conformar, ficar aprisionado num determinado tempo, numa determinada maneira de pensar e fazer. Essa acomodação induz ao envelhecimento das práticas e das ideias.

É preciso balançar a cabeça um pouco, no sentido figurado. Os árabes tem um ditado que eu aprecio “homens são como tapetes, às vezes precisam ser sacudidos”. Essa sacudidela não é só para tirar a poeira, mas mexer, para produzir emoção ou até algum incômodo.

Não ciência, inovação, crescimento sem incômodo. Não quer dizer obrigatóriamente dor, nem sofrimento, mas o desconforto de sair daquele lugar que nos incomoda, nos deixa estacionados, nos imobiliza naquela situação.

A desacomodacao, em varios momentos, nos provoca e nos impulsiona para um momento que pode e precisa ser melhor

+

Semeando e colhendo

Há pessoas que nos roubam…

Há pessoas que nos devolvem. Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

+

Hábito dos felizes

“Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

– O primeiro hábito que eles tem em comum é a GENEROSIDADE.

Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

– O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

– O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos.

+

Libertar para conhecer o amor espontâneo

A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.

Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência…Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Os relacionamentos amorosos são assim também, devemos libertar para conhecer o amor espontâneo e jenuino

+

Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

+

Ser frágil no nosso contexto de hoje virou sinônimo de vergonha, nós perdemos o direito de chorar. A fragilidade parece ser um erro, deveria ser o contrário. Quer ser forte, seja fraco. Quer ser santo, assuma seu pecado, não finja que ele não existe, não crie cenários para sua vida, não faça uma interpretação barata, um teatrinho de quinta categoria. Não é a moldura do quadro que o torna mais bonito, mas a tela em si. Quantas coisas deixou de aprender pois não teve coragem de assumir que não sabia. Devemos buscar a autenticidade dos nossos sentimentos

Avalie como você é amigo dos outros, se você tem coragem de contar o que está doendo dentro dele

+

À restrição é importantíssima no processo de amadurecimento, a gente identifica pessoas que ficam estragadas porque não lhes faltou nada, os filhos mimados que não enfrentam o descampado deserto não tem munição suficiente pra dar conta das adversidades. Até ajuda saber que tem um pai é uma mãe amigos, mas em muitos momentos da nossa vida esse calvário deve ser vivido na solidão. Assim a gente cresce e evolui espiritualmente. Eu não quero passar a vida em brancas nuvens, apenas ter a oportunidade de ver recrudescer o sorriso no meu rosto

+

Tenho também questionado minha própria qualidade de vida, vivo pra trabalhar ao invés de trabalhar pra viver, pensei que era saudável, pois falo o que penso, luto pelo que amo e tento proteger minha emoção, mas descobri que conheço apenas a sala de visita do meu próprio ser, falta-me tolerância, sabedoria e tranquilidade, no dia que deixar de admitir o que me falta, estarei mais doentes que meus pacientes

Primeiro post do blog

9DB48A5F-BE8D-4580-A4F9-6B0942AE6630Olá pessoal, há algum tempo eu venho postando algumas reflexões em minhas redes sociais, então veio a ideia de organiza-lãs num blog com a intenção de transmitir informação, cultura e curiosidades. Seja bem vindo


O calvário é a antessala do paraíso: quanto mais agudo o sofrimento, mais perto ele está do seu fim. Seja de mãos dadas com a morte ou abraçando uma virada de sorte. Passamos por fases e feitas cruéis, não há um salvo – os sorrisos e amores carinhosos do Instagram são efêmeros com a câmera desligada: a felicidade publicada é inversamente proporcional à vivida. Estamos todos sofrendo e errando, estamos envergonhados e sempre de algo arrependidos, mas essa aparente digressão é para que nos atentemos à dor do outro, e mais ainda à guinada que lhe foi possível – o fundo do poço tem um alçapão, e lá estão as chaves espirituais que nos abrirão permitindo que sejamo-nos, que readentremo-nos. A filosofia, como também a antropologia religiosa, nos expõe teoricamente a “potencia” e o “ato” – a capacidade e a beleza da conquista – e nós somos o que de mais valioso podemos conquistar.A madeira e a escultura… Potência e ato… o pior nos ulula o que não queremos, e perto do nosso pior, quereremos distância dele – uma catástrofe pode ser uma salvação. Outra aparente digressão: se você está envergonhado, exalte-se, vanglorie-se – só tem vergonha quem tem valores, quem tem moral – sua moralidade pode estar maculada por vários motivos, mas se você sofre quando faz sofrer e/ou quando atua em desacordo com a idiossincrasia, parabéns: você quer ser melhor. Eu digo isso a mim e a vocês: não desesperemos, a paz virá. Depois ela vai embora, mas volta. Precisamos recrutar mais de nós mesmos, esperar menos de quem não tem obrigação alguma de nos ajudar, e orar esperançando (esperando operantemente) – com fé em Deus e principalmente em si – o Pai está do seu lado: pobre, rico, viciado, altruísta… Nossas relações são o único sentido desta vida – estamos aqui para evoluir, e sozinho é mais difícil. Aceite e ofereça ajuda se tiveres amor e vontade; não há obrigação em servir. Mas perde muito quem se ensimesma.

Gratos ao gratuito.

[veladamente, todos – a si – o fazem]

Reclamam os solitários, assim como reclamam os acompanhanhados; a insatisfação é prima próxima da projeção idealizadora. É simples compreender: segurança e liberdade são extremos de uma linha reta, mais perto de uma, mais distante da outra; a impossibilidade de sentir-se livre e seguro ao mesmo tempo  vetoriza esse descontentamento ininterrupto e infinito. Mas não podemos mergulhar nas amarguras provindas das impossibilidades – refletir e descrer é normal, mas antropomorfizar o niilismo é  invalidar toda a alegria que deveria nascer do nosso direito de escolher. Sejamos mais gratos…, não pode-se tudo ter, mas temos tanto a escolher. E Deus é tão correto que faz com que nossos significados nos escolham por nós. Por mais cegos que sejamos/estejamos acerca do que realmente nos importa (o tal de, na filosofia, significado) – eles nos cirandam ou nos chamam; o detalhe ululante que poucos enxergam é que eles são gratuitos ou custam muito pouco. Quais são os seus significados? Eu digo algums dos meus: filho, bichos, esportes, livros, conhecimento (principalmente o autoconhecimento), poucas, mas boas relações… Carro? Dinheiro no banco? Eu quero, mas não me signficam, não mesmo. Não quero me alongar nestes textos, hoje os leitores são de poucas letras – e como o intuito é ajudar com minhas experiências, quero ser lido. Portanto peço para que sejamos mais gratos e aviso que traterei, em especial, sobre este mesmo assunto quando envolve pessoas que sofrem de depressão (como eu).

Fiquem com Deus.

Era um celeiro. Improvisado para bar. O fog dos charutos não negava. Bancos de madeira. Aliás, o que mais continha era madeira. Tabaco cru, mas em chamas.
Abarrotado a ponto de cotovelo bater com cotovelo. Pessoal: metade de chapéu até altura dos olhos. E pessoal muito bonito. Milagre isso. Pois, sendo uma festa negra, e sem boas condições financeiras, faziam o que sabem fazer: maravilhas com o pouco que a sociedade sempre lhes proporcionou: ternos muito bem cortados. Pois a deselegância moral estava distante daquele baile. Além da madeira, uísque ainda sem curtir, translúcido. E a maior parte dos metais nos instrumentos. Amigo leitor, espero que dê-me um arregalar de olhos para que possa continuar meu discurso. Deu ? Obrigado.
Ainda não falamos em música.
Mas, sendo um humilde texto voltado pra música, veja a importância dessa música como espetáculo visual. Pra completar. No fundo, os músicos num pequeno tablado no fundo, servindo de palco.

Os rapazes tocando jazz acima das cabeças da plateia, uma loucura. Uma loucura. Sessenta pessoas no ambiente. O trompetista, fazia questão de imitar o barulho de um trem fumegando. Porque esse espetáculo, era de bom humor. O maravilhoso saxofonista soprava até ao êxtase, era um improviso plenamente soberbo com riffs no sax em crescendos e diminuendos que iam desde um simples “ii-yah!” até um louco “ii-di-lli-yah!. O cara do sax flutuava com furor, acompanhado pelo rolar impetuoso da bateria toda queimada por pequenas baganas fumegantes. Não era tocada. Era martelada com fervor por um negro brutal com pescoço que mais parecia de um touro, o baterista estava pouco se lixando pro mundo exterior, o que ele queria era surrar ininterruptamente seus tambores arruinados.
Uma puta duma zona, uma bagunça. Alvoroço causado pela música, confusão sonora, a cascata de notas. Mas o saxofonista dominava a situação, e todos viam que ele a dominava. Inclusive imploravam, com gritos e olhares desvairados, para que o saxofonista mantivesse o mesmo ritmo. O saxofonista se contorcia, ora se inclinava até os joelhos, e voltava a erguer-se com o sax. Esses movimentos eram combinados com o lamento agudo que flutuava acima do furor incontido da plateia. Se levarmos em consideração que o teatro é definido como uma cerimônia, dividida em três aspectos básicos: a caracterização: a solenidade do lugar, garantindo a credibilidade do evento. A separação espacial entre atores e público, tornando sagrado o ambiente dos autores. E a particularidade da língua falada, e, no jazz, o ritmo tem muito mais importância que a poesia. Jazz é um espetáculo.

André Salvador 08/05/19

*PS. Ao amigo Marcelo reginato

Esperas


O tempo das esperas se contradiz: tudo tem seu tempo, mas é premente destrancarmos as porteiras que cerceam nossas falhas. O tão sagrado mantra “vai passar” necessita da nossa autorização, de força de vontade, de movimento. A esperança quando não operante é o coloquial “esperar cair do céu ” – o acaso vai definir muitos dos nossos sucessos ou fracassos, mas todo o resto é por nós marionetado – minha colheita não será boa se semeei sem amor, o que fazemos do nosso hoje inevitavelmente precisa preparar um amanhã melhor – deliberado, maturado …, até ruminado. Perdoem-me não poder detalhar, é de foro muito íntimo – mas de autossabotagem eu entendo – eu quero que você se exalte e mantenha-se fiel à sua evolução, mais ainda você, meu jovem de vinte anos, você  ganhará (pragmaticamente “perderá ” ) duas décadas num piscar de olhos. Apegue-se ao que ama, principalmente a ti. A vida é uma linda tela borrada, restaure-se, faça arte em sua compleição. Pincele-se com amor e vigor.


Peroração… Conclusão. Cansamo-nos (e muitas vezes fingimos que não – o que é muitas vezes necessário: temos necessidades sociais, nos maculam e sujam – como outras necessidades – mas…) deouvir discursos cujos fins só nos mostram quão diabólico pode-se ser “em nome do bem”. Oportunismos, aproveitamento de desgraças alheias, falsas soluções, julgamentos e sentenças. Pouca coisa é mais perigosa que a certeza acerca do que não se conhece. As rasuras existencial, espiritual e cultural nos fazem monstros inocentes – e essas nossas mídias sociais são armas de brinquedo que matam.  

+

De todos os homens famosos desse mundo, o que eu mais gostaria de ter sido era Sócrates -o filósofo, claro. Não simplesmente porque ele foi um grande pensador, porque eu também eu sou capaz de observações profundas, embora as minhas se concentrem basicamente em bundas de aeromoças e preço de geladeiras. O que me fascina. no mais sábio de todos os gregos é sua incrível coragem diante da morte. Preferia dar sua vida para mostrar que tinha razão do que abandonar seus princípios. Já viram uma coisa igual? Devo confessar que não sou assim tão corajoso a respeito de morrer ou de manter a força de vontade, considerando-se que, quando ouço um escapamento do carro, salto direto nos braços da pessoa mais próxima. Mas reconheço que a brava morte de Sócrates de autenticidade a sua vida, exatamente o que anda faltando a minha vida, exceto para o imposto de renda. Confesso que muitas vezes já tente calçar as sandálias do grande filósofo, mas não importa o que faça, acabo cochilando tendo o seguinte sonho.

(A cena se passem uma clínica de recuperação para depentes quimicos. Geralmente, fico na solitária , imerso no seguinte problema: pode um objeto ser considerado uma obra de arte se também pode ser usado para limpar o fogão? )