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Por que o homem mata? Para comer, é claro! E não apenas para comer: podem ficar certos que tem uma Brahma na jogada

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Tentei fotografar nosso possível cotidiano

Impossível.

Cotidiano

Um ângulo perfeito

Ao menos. O foco minha visão distorcida

de ti

papéis

poemas

Impurezas.

A lente.

Nossas vidas

em aumento de distância.

Tudo

macro.

O diafragma aberto

o meu

retido.

Sombra em luz: um rosto

No passado. O teu olheiras de taberna.

A velocidade

A asa exata.

O teu vôo

e esta sensibilidade macerada

no preto-e-branco ausente de teu ser

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A paixão é o resultado da primeira vista, dos primeiros detalhes do território encontrado, da mesma forma como a antipatia natural. A pessoa apaixonada vive uma experiência estranha de projetar o outro como o maior acontecimento de sua vida. E sempre assim. Todo apaixonado acha que agora encontrou o amor de sua vida. Mas, com o passar do tempo, se esse conhecimento não o conduzir ao encontro real, concreto, de defeitos e virtudes pelos quais ele ainda continua apaixonado, a paixão dá espaço à desilusão e ao rompimento. O amor só pode acontecer nas pessoas que atravessaram a antesala da paixão. Somente depois de conhecidos limites e virtudes é que o amor é real. E por isso que as relações humanas são como pontes. Estamos sempre em travessia. Há sempre uma distância a ser percorrida, um passo a mais a ser dado no conhecimento do outro. Pontes são simbólicas. Elas estabelecem vínculos. Por elas cruzamos os obstáculos que dificultam nossa chegada ao outro lado. Quanto mais construímos pontes, muito maior será a possibilidade de conhecermos verdadeiramente aqueles que fazem parte do nosso mundo. E a atitude simbólica, que constrói e facilita os vínculos.

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A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante, não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como é, vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer, envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro, permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição, lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio, te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé, tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo e lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém, te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo, te acorda, te poda, te quebra, te desaponta…Mas creia, isso é para que o seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.

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A mulher foge da tentação, mas o homem afasta-se devagar, com a doce esperança de que a tentação o apanhe.

Lembra-te que é da humana natureza sofrer enganos, por isso não leve a mal o erro alheio

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Pois Deus não destrói os poderosos tão rapidamente quanto merecem. Deixa-os por algum tempo até que seu poder chegue ao auge. Então Deus não o sustenta. Então os oprimidos se levantam, igualmente sem barulho, pois o poder de Deus está neles. Maria não diz que Deus destruirá os tronos, mas que derruba deles os poderosos.. Também não diz que deixará os humildes na humildade, mas os exalta. Vemos em todos os livros de História como Deus exalta um reino e derruba outro. Assim agiu com a Assíria, Babilônia, com os persas, gregos, com Roma, embora esses achassem que ficariam eternamente em seus tronos. Quando digo “os que estão por baixo” isso não significa simplesmente os humildes. Penso em todos aqueles que nada valem perante o mundo e que são absolutamente nada. Exatamente esta palavra Maria aplica a si mesma: “Contemplou a nulidade de sua serva”. O exaltar não deve ser entendido como se Deus os colocasse nos tronos e nas posições daqueles que tirou do poder. Antes Deus lhes concede muito mais: exaltados em Deus e espiritualmente, são instituídos juízes sobre tronos e poderes, e sobre saber aqui e lá. Pois sabem mais do que todos os sábios e poderosos. Tudo isso foi dito para consolo dos sofredores e pavor dos tiranos, se por acaso tivéssemos fé para acreditar nisso. Que esta breve reflexão ajude a iluminar o seu bem viver: bom dia e grande abraço a todos.

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O homem que venceu na vida é aquele que viveu bem, riu muitas vezes é amou muito, que conquistou o respeito de homens inteligentes e a ternura das crianças, preencheu um lugar e cumpriu uma missão, que deixa o mundo melhor do que o encontrou, seja com uma flor, um poema que acalanta ou a resiliência de uma alma, que procurou o melhor nos outros e seu aos outros o melhor de si

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Arrancar a pele

Nem o vermelho deixar

Sem avesso nem direito

Do que um dia já foi

Depois calar por completo

Silenciar mais que o branco

E o preto sem cor

Cair de exaustão total

Ouvindo estupefato

O que dizem as palavras

Embriagadas de poesia

Pétalas sobre prego

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Podemos dizer que o universo consiste de uma substância e a esta substância chamaremos de átomos ou quem sabe de Monadas. Demócrito chamava de átomo Leibniz preferia Monadas. felizmente os dois nunca se encontraram se não teriam Pancandaria da grossa. Essas partículas foram acionados por algumas causas opressivo subjacente ou talvez tenham apenas resolvido dar uma voltinha. O fato é que já é tarde para fazer qualquer coisa respeito, exceto provavelmente escovar os dentes quatro vezes ao dia. Isso naturalmente não explica imortalidade da alma . Não implica sequer a existência da alma, nem chega a me tranquilizar quanto a sensação de estar sendo seguido por um guatemalteco. A relação causal entre o princípio motor Deus ou uma ventania e qualquer conceito teológico do ser, em outras palavras você é Segundo Pascal então lúdrica que nem chega a ser engraçada. Schopenhauer chamou a isto o “vir a ser” mas o médico diagnosticou simplesmente como alegria apenas de ganso. No fim da vida Schopenhauer tornou-se amargurado por esse conceito ou talvez tenha sido pela sua crescente suspeita de que não era Mozart

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O termo indecente nem sempre está ligado a questão da sexualidade e da pornografia muitas vezes está ligado nossa capacidade humana de pensar desejar e até apreciar aquilo que é feio.

Claro a beleza não é só de natureza estética, ela é de natureza ética

Uma das máximas mais perturbadores do escritor francês do século XVII François de lá Rochefoucald é que na adiversidade dos nossos melhores no amigo sempre encontramos alguma coisa que não nos desagrada

Essa atração moda por algum tropeço de alguém próximo nem sempre é completamente desprazerosa para nós ,embora não admiramos essa condição

Até na família na relação entre irmão irmã pessoas da nossa próximidade vez ou outra algo que com eles dar errado traz a possibilidade desse exultar.

Mesmo que seja uma alegria eventualmente recôndita ela é feia. Esse tipo de sentimento mais perversos identifica como humanos

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Se dois pães feitos por duas pessoas seguindo a mesma receita, não saem do mesmo modo. Ha sempre aquilo que é específico de uma pessoa. Assim como não há possibilidade de uma exclusividade caminho. Terêncio é um poeta romano que muita gente reconhece por uma frase dita como sendo o senso comum: lenquanto a vida a esperança” essa famosa frase aparece numa comédia de Terêncio chamada “O punidor de si mesmo” Numa outra comédia titulada a Adelphos que em grego é uma ideia de irmãos. Terencio anotou: “Se duas pessoas fazem uma mesma coisa não é a mesma coisa “

De fato a originalidade é própria não é um modo único de fazer algo. Mesmo que uma receita seja de comida de projeto de interpretação de música – seja a mesma coisa, lembra o Terêncio não é a mesma coisa.

Aquilo que é próprio que é da pessoa que faz com que haja um registro de característica que não se dilui, não se perde no que outra pessoa faz.

Isso dá um encanto muito grande nossa vida

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Ha algumas coisas em você que eu conheço outras que eu posso intuir, há alguns mistérios que estão preservados então necessito conviver mais

Eu lembro que nas aulas de psicologia da faculdade eu perguntava para professora com toda soberba “então a psicologia não explica isso”e depois a maturidade foi chegando no meu coração e eu fui entender que nem tudo de nós pode ser explicado mesmo. Quantas coisas da vida você não consegue entender?

É tão interessante nós percebemos minha gente que aquilo que nós somos com pessoas, aquilo que você consegue ser além do que é. Hoje o resultado final que encontramos aqui a filosofia explica que o ser humano é sempre uma manifestação quando estou na frente de alguém estou na frente de um fenômeno

Em quantas coisas do seu comportamento da suas escolhas você ainda não consegue compreender? Não tem psicologia que explique por que você é um fenômeno você está em processo de manifestação está em processo de feitura haverá sempre um espaço para uma surpresa

Nós somos reações de coisas que estamos escolhendo pra nossa vida um dia precisamos aprender a escolher não importa qual seja o contexto das coisas que você viveu das incoerências todos nós somos convidados hoje a repensar as escolhas que nós fazemos a luz da palavra sagrada porque nela não a incoerência

O código de Deus

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Há pesssoas que até podem simular uma lágrima e há pessoas que choram por um sentimento sincero, evidentemente o choro é uma manifestação que pode indicar varios estados nossos, mas também pode ser simulado, na gíria do dia dia”lágrimas de crocodilo”, porque quando o crocodilo libera uma secreção ocular quando mastiga uma vítima, pois o próprio movimento mandibular leva a isso.

Existe um livro chamado “Reflexões sobre a vaidade dos homens”, do filósofo paulista Matias Aires, que diz: “…pelas lágrimas se explica a alma, pelas palavras, muitas vezes se explica o engano. Quem chora certamente sente, quem fala só se exprime”

Nos estamos habituados a olhar o choro com uma possibilidade de expressão sincera, mas com a maturidade ficamos mais alertas, calejados com o choro fingido, aquilo que eu dei o nome de hipocrisia lacrimosa no título. Entretanto o choro quando sincero é a melhor ferramenta para abrir a alma.

“Quem quer amar, vê o amor em tudo. Cega-se aos preconceitos, abraça demorado quem mal conhece.”

Arquitetura Existencial

Somos nosso próprio inferno – valorizamos o que não merece atenção, encarceramos o que era livre em nós.
Aventamos palavras de amor como se amar fosse esse sentimento líquido que banha a todos os que vieram e virão; não existe amor sem raiz, existe? Não falo dos contratos verbais e corporais que apodrecem conforme a facilidade de sua conquista – falo do amor fermentado, do amor que sedimenta – do amor que dure enquanto for infinito. E amar inevitavelmente é amar-se: não há sentimento nobre sem pessoa, e “pessoa”, numa bela interpretação da antropologia religiosa é quem “dispõe de si para depois dispor-se ao outro” – como daremos o que não temos?
Um erro vulgar é acreditar que amar-se tem a ver com posturas egocêntricas, com condutas afetadas, que só nos levam a uma existência insular; é sábio quem é pouquinho de terra cerceado por um mar de pessoas que não o toleram? “Ah, eles são os desimportantes, não estou nem aí” – já sabemos que essa frase é a cereja do bolo da solidão desesperadora. Pertencer é um sistema complexo e muito intenso: primeiramente, precisamos ser senhorios de nossas pertenças; depois, precisamos ser livres pertenças aos que nos querem pertencendo – e tudo de forma fluida, sem solavancos.
A solidão é uma coisa legal? Claro que sim! Mas compulsória e ininterrupta é o que há de mais triste.
Vamos conduzir nossas vidas, vamos pertencer, vamos nos dar, e que aceitemos receber.
Chega de ser folha; sejamos vento.

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O pecado é necessário

Imaginemos que o primeiro pecado não tivesse ocorrido. Suponhamos que Adão passasse seus inacreditáveis 930 anos de vida (ou mais se tivesse ficado no Éden) em completo afastamento da árvore fatídica. Teria sido cumprida toda a arquitetura divina moral e nunca teríamos experimentado a morte e o sofrimento. Mas… a Bíblia terminaria ao final do capítulo 2 do Gênesis. Toda narrativa sagrada seria resumida aos dois capítulos iniciais, ou a uma descrição insuportável e longa do cotidiano paradisíaco. O diário de Eva registraria, milênio após milênio, constatações como “dia radioso, Adão me ama mais hoje do que ontem, noite tranquila de sonhos perfeitos, tatatataranetos atenciosos e delicados comigo…” Sem a transgressão, não teriam surgido Abraão, Moisés, os Salmos de Davi, as profecias de Isaías e a própria figura de Jesus. Nenhum apóstolo teria despontado e nenhum santo teria surgido. Sem a argila do pecado, o edifício imponente do plano divino seria reduzido à choupana de Adão. O pecado, como já foi dito, humanizou-nos, mas também despertou a história. Sei que é difícil para alguém que tem fé, mas deveríamos reconhecer que somos filhos de Deus e do Diabo. Em um famoso hino de Páscoa, a igreja cristã chega a dizer que a culpa de Adão é feliz, pois mereceu um tão grande redentor. Oh Felix culpa! Que culpa feliz que teve remédio tão doce. O pecado original é a marca da humanidade e é seu berço também. Mais: graças ao pecado original, veio o salvador.

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Espiritualidade

Espiritualidade é um termo cheio de significados. Não só a palavra pode significar diferentes sentidos, dependendo de quem a usa, como também tem uma longa história que vai além do próprio momento de seu “surgimento”. As pessoas, em seu dia a dia, quando usam a palavra “espiritualidade” querem dizer algo como uma vida para além da vida meramente material, seja esse “para além” algo ligado a uma tradição religiosa específica, ou mesmo apartado de qualquer uma das tradições religiosas existentes. Para muitos, estar apartado de qualquer uma dessas tradições é indício de que sua espiritualidade seria mais “verdadeira” e menos contaminada pelas contradições concretas que todas as tradições religiosas carregam em sua história, muitas vezes, sombria. Essa tendência à separação entre religião e espiritualidade é um processo ligado à modernidade e teremos tempo de ver como isso aconteceu, seu significado e seus desdobramentos para a própria ideia de espiritualidade. Dizer, portanto, o que é espiritualidade é uma tarefa complexa.

O que é espiritualidade? O que seria essa “terra estrangeira” para qual nos dirigimos neste ensaio? Haveria uma espiritualidade “para” covardes? O que é espiritualidade? Do ponto de vista meramente histórico, a palavra, ou o conceito, nasce no âmbito do catolicismo francês em meio ao século XVII. Outro termo comum na época, muito próximo à ideia de espiritualidade, era “ciência dos santos”. Nesse universo, ambas significam uma vida próxima a Deus e os desdobramentos práticos dessa vida “acompanhada” por Deus. Espiritualidade aqui é um tipo de conhecimento prático (também teórico, mas o que a diferencia é a dimensão prática) que só se adquire com essa intimidade com Deus. Naquele momento, essa “intimidade” era ainda (porque mudará) bastante dependente da liturgia e da ritualística católicas, daí a “ciência dos santos” católicos. A espiritualidade nasce, em grande medida, institucional. Um dos eventos mais marcantes do processo de constituição da ideia de espiritualidade que temos hoje é, justamente, sua “desinstitucionalização”, como tudo aliás, a partir da radicalização da modernização burguesa em que vivemos nos últimos séculos. É este processo que nos levará à ideia de espiritualidade como commodity (produto à venda), como veremos ao longo da nossa caminhada. Assim sendo, espiritualidade nasce como uma vida prática e cotidiana “regada” a experiências místicas (contatos íntimos com Deus) mediadas pelos elementos institucionais como missa, oração, magistério, trabalhos físicos. Todavia, é evidente que esse tipo de experiência religiosa (e psicológica) é anterior à palavra espiritualidade, enquanto tal, começar a circular de forma mais presente no século XVII. Portanto, para tratarmos de espiritualidade, teremos que ser “historicamente incorretos”: Mas vale lembrar que pecadores sempre tiveram grandes doses de espiritualidade, muito mais que os bonzinhos.

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Desaprendizado existencial

Cada vez menos nos dedicamos ao artesanato da construção afetiva, ao conhecimento que nos aproxima e favorece vínculos que nos enriquecem. E assim identificamos que há um retrocesso. É como se uma involução estivesse nos encaminhando a um desaprendizado existencial, como se perdêssemos a capacidade de compreender quem somos, como se estivéssemos vivendo um afastamento do que é realmente humano, uma indisposição a nós mesmos.

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Cativeiros do seu egoísmo

Nunca vimos alguém ser condenado como criminoso por ter mantido durante anos e anos uma outra pessoa nos cativeiros de seu egoísmo. Não é comum ver uma esposa, depois de longo tempo de agressões psicológicas, que a impediram de desenvolver suas potencialidades, pedir à Justiça que seu marido pague pelo mal cometido. Não é comum que um filho denuncie os pais por o terem forçado a abortar os próprios sonhos, subjugando-o a viver por eles a vida que eles gostariam de ter vivido. Não há registro de que alguém tenha pedido indenização, ainda que simbólica, pela vida que foi desperdiçada em torno de um amor que nunca foi amor. O motivo é simples. Esses crimes estão inconscientemente socializados. Nós os cometemos diariamente e nem sempre nos atentamos de que os realizamos. É como se já estivessem justificados por uma prática comum, irrefletida, da qual participamos como se isso não causasse prejuízo a nós e aos outros. É assim mesmo. A não reflexão sobre a atitude criminosa funciona como delicada base de verniz que aplicamos para nos proteger de nossa covardia. Ledo engano. O silêncio do crime não nos exime da sentença. Mais cedo ou mais tarde ela nos será entregue. A criminosos e vítimas. Chega-nos pelos braços do tempo, quando este, sem nenhuma piedade, deposita sobre nossa alma a desconcertante conclusão de que o vivido não valeu a pena. É a partir desse outro desassossego que começo. A humanidade se distancia assustadoramente de sua essência. Somos cada vez menos esclarecidos quando o assunto é humanidade. Conhecemos de cor o funcionamento de uma máquina, mas temos dificuldade de compreender uma lágrima humana. Estamos indispostos para discutir com profundidade os problemas que nos afetam. Estamos cada vez mais distantes da cultura que nos permite acesso ao profundo do mundo. A poética, linguagem por excelência que nos conduz ao coração das realidades, tem sido constantemente banida. Prevalecem as fórmulas chulas, rasas, pretensiosamente prontas, mágicas, engraçadas –reconheço –, mas incapazes de sugerirem avanço ao que é profundo. Com isso nos limitamos a tocar a primeira pele das questões. E só.

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Amor antagônico

O amor, como doença da alma que é, pede uma certa leveza no trato. O ensaio é uma forma de leveza no método. Sem nenhuma intenção de dar a você uma lição, os ensaios a seguir são, apenas, uma confissão, portanto, nunca os leia em voz alta. Não trato apenas do amor romântico. Tampouco de sua felicidade, nem de sua viabilidade. Não faço uma defesa do amor. O amor, muitas vezes, é uma forma de traição e destruição. Nem sempre merece confiança, muitas vezes pode ser mortal. O amor pode trazer solidão e arrependimento. Transforma-se em muitas coisas, mesmo no oposto ao amor. Pode deixar um gosto amargo de desespero ou de certeza de que a vida minimamente feliz não comporta o amor. Pode confundir a alma e levar você a tomar decisões erradas e sem volta. Pode fazer mal a quem não merece. Deve ser pensado não só ali onde brota e encanta, mas também ali onde torna tudo obscuro e tenebroso. E ainda ali onde não existe, e que onde, por sua ausência, até as flores morrem em silêncio.

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O maior erro das pessoas pobres

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Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

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Solidão

Não se deve confundir solidão com privacidade. Ficar só é bem diverso de ficar solitário.

É comum que em alguns momentos, especialmente quando fora do do mundo do trabalho, num final de semana por exemplo as pessoas se sintam sós. Mas querem ficar sozinhos para poder pensar, baixar um pouco a intensidade do dia a dia, diminuir as turbulências, cuidar um pouco de si, não deve ser confundido com solitário, porque o solitário é aquele que ninguém tem. Solitária é a pessoa que fica quase abandonada, colocada à margem da coletiva. Muita gente, inclusive tem obsessão pelo trabalho, porque encontra um lugar em que se sente pertencido e conectada a outras pessoas. Não são poucos os que não gostam de feriados, de férias ou de finais de semana, porque se encontram com o desprezível consigo mesmo.

A solidão como escolha de si é para concatenar reflexões, meditação, crescimento biopsicoespiritual, enquanto a solidão resultante do abandono é malévola que estilhaça a nossa capacidade de sentir bem estar.

Estar só não é obrigatóriamente ser solitário

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As múltiplas faces do sofrimento

Nas estradas da vida, o sofrimento é uma passagem obrigatória. Causa de muitos dizeres, motivo de muitos motivos, o sofrimento humano figura nas mais diversas culturas como um dos assuntos mais recorrentes. Muitos ramos de conhecimento já se ocuparam dele. Ramos diferenciados, evidenciando suas inúmeras faces. O sofrimento é naturalmente interessante. Ele nos instiga a uma aproximação respeitosa, pois parece condensar boa parte do significado da vida. Compreender o sofrimento parece nos oferecer uma chave de leitura para todas as questões humanas, afinal ele perpassa toda a problemática da existência. Ele é o “lugar” onde reconhecemos nossa humanidade em sua crueza mais venturosa. A filosofia, desde sua matriz grega até os dias de hoje, empenhou-se profundamente em suas tentativas de compreender o sofrimento e suas causas mais profundas. A teologia sempre se esmerou em articular a problemática da Revelação de Deus, centro de suas investigações, com sua busca incansável por respostas a respeito do sofrimento da condição humana. A psicologia sempre se mostrou desejosa de fornecer caminhos que aliviassem o peso de nossas mazelas. O objetivo de sua pesquisa é favorecer ao humano uma estrutura psíquica um pouco mais harmoniosa, livrando-o das neuroses e o ajudando a conviver melhor com os limites que lhes são próprios. A medicina, enquanto capacitada para dissecar a morfologia do sofrimento, isto é, o corpo que padece, avançou territórios interessantíssimos na luta contra a dor. Ela trabalha com o corpo e sua condição de “matéria temporária”. O corpo é matéria limitada, isto é, ele é propenso aos limites e regras do meio em que está localizado. O corpo, quando exposto ao calor, sofrerá as conseqüências do aquecimento. Quando exposto ao frio, sofrerá as conseqüências do resfriamento. Somos vulneráveis, e esta vulnerabilidade é a porta de muitos sofrimentos. O corpo é o território da dor. É nele que o sofrimento e todas as suas faces se concretizam. Quando violentado por alguma causa, o corpo responde com a dor.

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Diante do sofrimento mais vale um silêncio do que uma palavra inoportuna

Quando os nossos pés descalços se colocam diante das duras pedras do sofrimento… quando a fragilidade de nossa condição nos leva a trilhar o inevitável caminho das sombras… quando a vida nos revelar que somos portadores de uma essência de vidro… é importante que a gente se livre da pressa e da facilidade das respostas prontas… porque diante da dor sofrida, mais vale um silêncio, uma pausa, que uma palavra inoportuna.

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Acomodação

Acomodação

Ha varios momentos da vida em que nos acomodamos com o que já sabemos, com o que conhecemos, com a educação no patamar que se encontra. Isto é muito perigoso por em muitas situações significa se conformar, ficar aprisionado num determinado tempo, numa determinada maneira de pensar e fazer. Essa acomodação induz ao envelhecimento das práticas e das ideias.

É preciso balançar a cabeça um pouco, no sentido figurado. Os árabes tem um ditado que eu aprecio “homens são como tapetes, às vezes precisam ser sacudidos”. Essa sacudidela não é só para tirar a poeira, mas mexer, para produzir emoção ou até algum incômodo.

Não ciência, inovação, crescimento sem incômodo. Não quer dizer obrigatóriamente dor, nem sofrimento, mas o desconforto de sair daquele lugar que nos incomoda, nos deixa estacionados, nos imobiliza naquela situação.

A desacomodacao, em varios momentos, nos provoca e nos impulsiona para um momento que pode e precisa ser melhor

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Semeando e colhendo

Há pessoas que nos roubam…

Há pessoas que nos devolvem. Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

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Hábito dos felizes

“Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

– O primeiro hábito que eles tem em comum é a GENEROSIDADE.

Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

– O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

– O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos.

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Libertar para conhecer o amor espontâneo

A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.

Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência…Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Os relacionamentos amorosos são assim também, devemos libertar para conhecer o amor espontâneo e jenuino

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Felicidade é um susto

Felicidade não é lógica.

Por vezes ela quebra todas as regras que dela conhecemos. Acho que é uma espécie de susto; quando você vê, já aconteceu. Ela é justamente uma construção pequena de todos os dias…

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Ser frágil no nosso contexto de hoje virou sinônimo de vergonha, nós perdemos o direito de chorar. A fragilidade parece ser um erro, deveria ser o contrário. Quer ser forte, seja fraco. Quer ser santo, assuma seu pecado, não finja que ele não existe, não crie cenários para sua vida, não faça uma interpretação barata, um teatrinho de quinta categoria. Não é a moldura do quadro que o torna mais bonito, mas a tela em si. Quantas coisas deixou de aprender pois não teve coragem de assumir que não sabia. Devemos buscar a autenticidade dos nossos sentimentos

Avalie como você é amigo dos outros, se você tem coragem de contar o que está doendo dentro dele

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O amor talvez seja isso.Encontro de partes que se complementam porque se respeitam. E, no ato de respeitarem, ampliam o mundo um do outro. O recém-chegado não tem o direito de reduzir o mundo de quem se deixou encontrar. O amor não diminui, mas multiplica.

Sempre que alguém chega á nossa vida nunca vem sozinho. Ele traz o seu horizonte de sentido. Pessoas, coisas, valores, idéias. Traz o alicerce que o faz ser o que é.

É assim que podemos intensificar o nosso processo de “ser pessoa”. Á medida que motivamos e somos motivados para o autoconhecimento, tornamo-nos á disposição dos outros.

Não me leve de mim. Leve-me até mim.

Que você chegue com seu dom de também me fazer chegar perto de mim…Pra me fazer ver o que sou e que só você viu. Para eu ser capaz de amar também o que você amou

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À restrição é importantíssima no processo de amadurecimento, a gente identifica pessoas que ficam estragadas porque não lhes faltou nada, os filhos mimados que não enfrentam o descampado deserto não tem munição suficiente pra dar conta das adversidades. Até ajuda saber que tem um pai é uma mãe amigos, mas em muitos momentos da nossa vida esse calvário deve ser vivido na solidão. Assim a gente cresce e evolui espiritualmente. Eu não quero passar a vida em brancas nuvens, apenas ter a oportunidade de ver recrudescer o sorriso no meu rosto

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Tenho também questionado minha própria qualidade de vida, vivo pra trabalhar ao invés de trabalhar pra viver, pensei que era saudável, pois falo o que penso, luto pelo que amo e tento proteger minha emoção, mas descobri que conheço apenas a sala de visita do meu próprio ser, falta-me tolerância, sabedoria e tranquilidade, no dia que deixar de admitir o que me falta, estarei mais doentes que meus pacientes

Primeiro post do blog

9DB48A5F-BE8D-4580-A4F9-6B0942AE6630Olá pessoal, há algum tempo eu venho postando algumas reflexões em minhas redes sociais, então veio a ideia de organiza-lãs num blog com a intenção de transmitir informação, cultura e curiosidades. Seja bem vindo

Subscriber Pop-up Editor | Mailchimp
— Ler em us20.admin.mailchimp.com/lists/signup-forms/popup/editor

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                 Pasmadas testemunhas

                    (O primeiro encontro)

                     Estranheza no sofá

Olhos tristes                                        Meu silêncio 

Teu silêncio.                                         Um sorriso 

                   O gosto pelo novo pacto

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