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O amor, como doença da alma que é, pede uma certa leveza no trato. O ensaio é uma forma de leveza no método. Sem nenhuma intenção de dar a você uma lição, os ensaios a seguir são, apenas, uma confissão, portanto, nunca os leia em voz alta. Não trato apenas do amor romântico. Tampouco de sua felicidade, nem de sua viabilidade. Não faço uma defesa do amor. O amor, muitas vezes, é uma forma de traição e destruição. Nem sempre merece confiança, muitas vezes pode ser mortal. O amor pode trazer solidão e arrependimento. Transforma-se em muitas coisas, mesmo no oposto ao amor. Pode deixar um gosto amargo de desespero ou de certeza de que a vida minimamente feliz não comporta o amor. Pode confundir a alma e levar você a tomar decisões erradas e sem volta. Pode fazer mal a quem não merece. Deve ser pensado não só ali onde brota e encanta, mas também ali onde torna tudo obscuro e tenebroso. E ainda ali onde não existe, e que onde, por sua ausência, até as flores morrem em silêncio.

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