Anúncios

Enfrento formas inconsistentes de espiritualidade ao longo do percurso, como a espiritualidade para idiotas, a espiritualidade para covardes, a espiritualidade light ou a commoditizada, assim como enfrento minha própria arrogância em perceber a idiotice dos idiotas. A partir daí me lanço em diferentes formas do que entendo por “terra estrangeira” numa vida espiritual. Percorro desde formas negativas de espiritualidade (como o gnosticismo cristão ou a concepção trágica ou a espiritualidade satânica) até questões “de fronteira”, como a espiritualidade na pré-história, nas inteligências artificiais ou nos animais. As relações entre espiritualidade, política, moral, ética, Bíblia, ateísmo, mística, monaquismo cristão, natureza, regras para a vida cotidiana, entre outras referências, marcam também o meu trajeto, antes de tudo, devido ao fato de elas serem quase clássicas em qualquer reflexão sobre espiritualidade. O mundo contemporâneo e suas demandas de sucesso, autossatisfação e impermeabilidade a uma filosofia que não seja motivacional e centrada no “eu” também encontram lugar nessa busca por um entendimento de espiritualidade que vá além do óbvio, ou de um mero manual para aliviar as dores. Há, finalmente, um vínculo profundo entre as principais formas de espiritualidade e a busca de sentido na vida. A busca do repouso é uma constante, já que somos uma espécie que caminha sobre a Terra há mais de 100 mil anos, carregando o peso de sua alma e sua consciência. Para mim, ao final, a principal questão é: como ter esperança, quando não há nenhum motivo seguro para tê-la, para além de nossos pequenos sucessos técnicos e científicos? Em nada quero minimizar o valor desses sucessos, pois o valor deles é grandioso, justamente, devido à fragilidade

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: