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Até onde a nossa satisfação publicada é real? Claro que redes sociais não são lugar para histórias tristes, pessoais de fato e gente feia e/ou mal resolvida – a vida fora da tela já é farta nisso. Mas, não precisa responder, até onde você tira uma média acerca da veracidade satisfatória dos outros baseando-se na sua média? Será que todos estão menos satisfeitos que o que dizem? Tenho certeza que sim. Mas isso não é ruim: o nosso “eu publicado” é uma ótima meta, além de assumirmos compromissos com os que se habituaram a nos ver bem; uma pressãozinha nem sempre é ruim. Não somos tão legais, tão bonitos, tão satisfeitos, tão seguros nem tão inteligentes como postamos, mas podemos ser. Esse é o pulo do gato.
Criei, certa feita, um axioma um pouco mais sofisticado representando este conteúdo: “A felicidade publicada é inversamente proporcional à vivida” – isso já tem uns cinco anos, mas para mim continua muito atual. De coração eu torço para que os meus amigos sejam satisfeitos, mas as nossas agruras são medidas eficazes acerca da quantidade (e/ou qualidade) das peripécias maldosas do acaso na vida de outrem. Todos sofremos, e tamanho de dor é algo incalculável: nada é tão subjetivo, não existe comparação acerca da tristeza física ou emocional; o que há de positivo é que sempre damos conta e superamos, salvo quando mortos.
Esse interlúdio quis apenas acalentar quem crê que deva sempre ostentar a alegria “kkk” de viver, pessoas que se confundem com suas realidades e passam a esquizofrenizar seu avatar.
Lidar com a própria loucura é um perigo, e todos somos doidos.
Relaxe.

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One Comment on “Posto,logo…

  1. Pingback: Posto,logo… – Erudiçãoinformativa

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