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Filosofemos:
“Se duas coisas são iguais a uma terceira, todas são iguais entre si” (primeiro axioma de Euclides).
Temos mais semelhanças que diferenças, mesmo que o que é diferente grite, o que temos em comum berra – mas assim mesmo somos surdos.
Odeia-se por crença religiosa, por gosto artístico, por opção política, por orientação sexual, por time de futebol, pela alimentação oriunda ou não de animais, por cor de pele, pela localidade onde se nasce e/ou reside… Com tantas desculpas para odiar, resta-nos aceitar que amamos fazê-lo – mas não podemos ficar confortáveis em aceitações disruptivas: precisamos amar ao amor – lutar pela paz possível, abraçar mais e repelir menos, ajudar e não julgar.
O que você odeia? E por conta disso, quem você odeia?
Já percebeu quão absurdo é resumir uma existência a uma característica? Somos um projeto tão rico quanto complexo que merece toda a calma observatória do mundo – olhos apressados são armas, olhares calmos são ninhos; não podemos permitir que o mal preconceituoso sedimente nossos prismas, não! Nós odiamos quando não nos enxergam por inteiro, quando só notam algumas coisas que lhes desagradam (com ou sem justo motivo) – isso já seria razão para não fazermos o mesmo, não? Será que buscamos alguma espécie de vingança randômica? O mundo, via qualquer um, deve ser castigado. Pueril e diabólica postura.
Quando somos espelhos do que condenamos, somos genuinamente condenáveis – não se pode exigir o que não se oferece. Que tal atentarmo-nos às compleições? Que tal olhar e enxergar, sem pressa?
Nós merecemos o melhor dos outros, e ele está lá. Garimpemos.
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One Comment on “Ágora Elíptica

  1. Pingback: Ágora Elíptica – Erudiçãoinformativa

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