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Quem fez a primeira pergunta? Que chorou pela primeira vez? Por que o sol é tão quente? Por que há o som e o silêncio? Um dia a escritora Clarice Lispector fez uma infindável lista só com perguntas assim. Há um momento em que percebemos que as perguntas nos deixam mais perto do sentido, do que as respostas. Eu sou uma pergunta, dizia Clarice. Mesmo se vivemos rodeados de perguntas, as mais preciosas, por acaso, não seriam aqueles que se confundem como o que somos, como o espinho no talo da rosa, ou como a rosa, que, sem sabermos como, floresce no cimo improvável daquela sucessão de espinhos. Deveríamos dedicar mais tempo a escutar essas perguntas…Um modo de libertar o tempo é também interrogá-lo” (do livro Libertar o Tempo – Para uma Arte Espiritual do Presente). Ao dirigir nosso pensamento a Deus, neste dia que nos é oferecido, que Ele nos conceda compreender o significado das perguntas sem resposta que a vida nos prepara.

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