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No exemplo reside a força maior da educação – em seu mais amplo sentido, entendamos “educação” como “formação existencial das saúdes ética, moral, social, física e espiritual”. Tagarelar virtudes é assaz fácil, embrenhar-se nelas digladiando contra o demônio que somos, com duras quedas, suicidáveis frustrações e infinitos recomeços é o difícil que margeia o impossível.
Dar exemplo só é genuíno a quem nos importa, nos significa, a quem amamos? Sim. E não. Acerca da opinião de outrem, o alcance de nossos exemplos só deve nos preocupar até o fim da lista dos amados; mas acerca da transformação do “status quo” tão indolente e desumano em cujo moramos, nosso exemplos devem ser ferramentas expiatórias, contritórias e redentoras – ser soturno e reclamar do “hoje” ou do “sempre” sem ao menos pensar em tirar a bunda da cadeira em que nós próprios nos amarramos, poupando-nos o trabalho de ser “pessoa” é vil e pueril. Se agires ou continuar a assim agir, só posso ilustrá-lo na imagem de uma criança ruim, que mata seus bichinhos por prazer. Para ser monstro não é preciso fazer nada.
Cuide de sua sombra, ela indica de onde vem tua luz.

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