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Creio que tudo que nos é facilitado por esta comunicação praticamente ininterrupta, um bom exemplo é este nosso espaço, pode e deve ser usado para mútua ajuda. É legal e necessário usufruirmos de algumas amenidades, somos um frasco repleto de traumas e profundidades, somos pesados como a vida nos forja, e vivemos tempos difíceis como todos os outros tempos.
Nunca foi, nunca será a vida simples ou fácil, entenda este estoicismo como tudo o que estoico realmente é: um prisma otimista, posto que parte de uma realidade imutável visando facilitá-la acerca de nossas formas de vivê-la; mas vamos deixar tudo o que é raso para depois e mergulhar no que mais nos é denso e escuro: nós mesmos.
Reparemos, reflitamos (só “sobreviver” nos adoece, sem mensurar e sopesar tudo e o que nos faz mal tanto quanto o que nos faz bem e realmente nos importa, literalmente surtamos) acerca de todo o peso que já está na bagagem preparada para o dia de hoje: há muito lixo alijável, mas creio que há mais peso e volume no que temos que realmente carregar – vamos desistir de uma “vida leve” – a vida não é leve, e enganar-se a si – algumas redundâncias são necessárias quando tememos a ambiguidade – é vetor de ansiedade, assim como enganar qualquer outra pessoa, pode acreditar.
Pense nos compromissos que assumiu sem a menor vontade de cumprir; pois bem: só a necessidade não é salutar quando falta uma mínima vontade; o que é necessário e foi combinado é essencial ou amiudados “sins” irresponsáveis o tornaram intrínseco aos nossos deveres? Dizer “não” é trabalhoso (eu sou péssimo nisso), mas um sim leviano pode gerar catástrofes existenciais – esse peso nos corcunda animicamente: gera ansiedade, que gera raiva, que gera caos.
E nossos recorrentes pensamentos negativos? Não falo daqueles que creem que tudo dará errado, estes são o menor dos problemas, são consertáveis – basta mera distração; falo daqueles pensamentos que nos encontram no travesseiro, quando pensamos em tudo o que já fizemos de bobagens – sentimos vergonha e culpa hoje tão intensa como se o erro estivesse sendo cometido agora, e muitas vezes trata-se de “mau passo” velho, sobre os quais nada podemos fazer além de não repeti-los. Ficar ansioso ao dormir, coração disparado, ou ao acordar é saudável? Não tenho uma receita para evitar a sabotagem que nos é reviver o que devemos deixar para trás, mas não alimentar esses pensamentos é primordial e factível: orar (não é um texto religioso, entenda “orar” com “mantralizar” bons pensamentos, ou mesmo conversar com você mesmo”) ou entreter-se (é aqui que eu queria chegar) é vacina e tratamento.
Ler… Livros carregam uma substância essencial para que vivamos de maneira digna, sem escravizarmo-nos na escuridão: conhecimento. Quando conhecemos o mal que nos açoita, sofremos sem medo; e sem medo é muito mais fácil resolver o máximo possível de um problema – se eu não soubesse tudo o que sei sobre quadros de pânico sabendo perfeitamente quando está em mim acontecendo uma crise, eu correria atrás de um ônibus, ultrapassava-o e pulava em sua frente. Sei que meu medo é uma ferramenta evolutiva (no caso, com defeito) e mantralizo “vai passar”.
Um caso de depressão profunda que não é conhecido, a pessoa achar que todo o inferno cinza e arrastado é real enlouquece; saber que está doente num caso desses evitaria muitos suicídios, divórcios e desempregos. Conhecimento é cura (cura, etimologicamente é, grosso modo, cuidado perene) – curar-se é hábito. E conhecer vetoriza autoconhecer. Achemos nossos meios.
Não é nada fácil, assim como ler um texto muito longo, por isso prometo continuar noutro dia.
Mas finalizo com uma dica óbvia: escreva o nome do teu problema no Google e/ou no YouTube – bom proveito.
Em tempo: nunca se esqueça deste mandamento invertido – “Ame a ti como passou a amar o próximo “.img_0830

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