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A paixão é o resultado da primeira vista, dos primeiros detalhes do território encontrado, da mesma forma como a antipatia natural. A pessoa apaixonada vive uma experiência estranha de projetar o outro como o maior acontecimento de sua vida. E sempre assim. Todo apaixonado acha que agora encontrou o amor de sua vida. Mas, com o passar do tempo, se esse conhecimento não o conduzir ao encontro real, concreto, de defeitos e virtudes pelos quais ele ainda continua apaixonado, a paixão dá espaço à desilusão e ao rompimento. O amor só pode acontecer nas pessoas que atravessaram a antesala da paixão. Somente depois de conhecidos limites e virtudes é que o amor é real. E por isso que as relações humanas são como pontes. Estamos sempre em travessia. Há sempre uma distância a ser percorrida, um passo a mais a ser dado no conhecimento do outro. Pontes são simbólicas. Elas estabelecem vínculos. Por elas cruzamos os obstáculos que dificultam nossa chegada ao outro lado. Quanto mais construímos pontes, muito maior será a possibilidade de conhecermos verdadeiramente aqueles que fazem parte do nosso mundo. E a atitude simbólica, que constrói e facilita os vínculos.
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