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Somos a esquizofrenia que há entre a impotência e a onipotência: somos senhores da nossa vida, porém marionetes de um acaso que nos controla sem barbantes.
Não temos o controle de tudo, ou melhor: só temos o controle do pouco que a sorte despreza e nos permite guiar. Alguém que dê uma garfada a mais no almoço evitaria o acidente que o matou na estrada. Mas há como saber? Ele pode, também, ter morrido justamente por essa garfada a mais. O tempo é tudo, o tempo decide tudo – e sobre o tempo não temos nenhum controle. Muito menos ideia de quanto tempo temos.
É o tempo quem precifica a vida: um abraço vale muito mais para um doente terminal, um olhar afetuoso é um prêmio lotérico a quem está de mãos dadas com o fim.
Este breve e escatológico texto tem a missão de exortar-te a valorizar o que realmente importa, agora.
Bom deleite.
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