Anúncios
+

Os descaminhos também nos fazem chegar. Ainda que nos falta em discernimento para perceber, a natureza da vida é paciente com os debilitados. E não poderia ser diferente ela está atada ao inesgotável poder de Deus, origem de toda a compaixão. A travessia é mistério que não nos pede para não errar. Suas exigências são outras: determinação , Honestidade na busca, retidão das intenções. A contradição é tatuagem existencial. Na precariedade também somos sublimes. A aura sobrenatural descansa sobre o sofrimento humano pois dolorido da vida sempre está grávido de beleza. O processo criativo não se alimento do que temos. A Ele basta o que em nos sustenta. Pertence a ordem do mistério. Não cabe perguntar. Basta que seja por nós reverenciados de pés descalços. Sobre Deus é bem mais prudente silenciar do que dizer. A vida me ensinou: a verdade não se priva de ser testada no ventre do equívoco

Anúncios

O calvário é a antessala do paraíso: quanto mais agudo o sofrimento, mais perto ele está do seu fim. Seja de mãos dadas com a morte ou abraçando uma virada de sorte. Passamos por fases e feitas cruéis, não há um salvo – os sorrisos e amores carinhosos do Instagram são efêmeros com a câmera desligada: a felicidade publicada é inversamente proporcional à vivida. Estamos todos sofrendo e errando, estamos envergonhados e sempre de algo arrependidos, mas essa aparente digressão é para que nos atentemos à dor do outro, e mais ainda à guinada que lhe foi possível – o fundo do poço tem um alçapão, e lá estão as chaves espirituais que nos abrirão permitindo que sejamo-nos, que readentremo-nos. A filosofia, como também a antropologia religiosa, nos expõe teoricamente a “potencia” e o “ato” – a capacidade e a beleza da conquista – e nós somos o que de mais valioso podemos conquistar.A madeira e a escultura… Potência e ato… o pior nos ulula o que não queremos, e perto do nosso pior, quereremos distância dele – uma catástrofe pode ser uma salvação. Outra aparente digressão: se você está envergonhado, exalte-se, vanglorie-se – só tem vergonha quem tem valores, quem tem moral – sua moralidade pode estar maculada por vários motivos, mas se você sofre quando faz sofrer e/ou quando atua em desacordo com a idiossincrasia, parabéns: você quer ser melhor. Eu digo isso a mim e a vocês: não desesperemos, a paz virá. Depois ela vai embora, mas volta. Precisamos recrutar mais de nós mesmos, esperar menos de quem não tem obrigação alguma de nos ajudar, e orar esperançando (esperando operantemente) – com fé em Deus e principalmente em si – o Pai está do seu lado: pobre, rico, viciado, altruísta… Nossas relações são o único sentido desta vida – estamos aqui para evoluir, e sozinho é mais difícil. Aceite e ofereça ajuda se tiveres amor e vontade; não há obrigação em servir. Mas perde muito quem se ensimesma.

+

E algumas pessoas aparentam serenidade, mas em alguns casos e tratar muito mais e acomodação. São aquelas que vivem dizendo “não, mas a vida é assim “, ” vamos deixar como as coisas estão”, ” Uma hora melhora “… Isto é, aquilo que conduz a inação, ausência de ação, ou não movimento, a não reação. Em muitas situações é necessário que a pessoa seja sujeito não objeto daquilo que faz. Não seja apenas um paciente em relação ao que acontece na vida, no dia a dia, mas seja um agente da sua condição.

E o escritor francês Honoré de Balzac nos provocava ao dizer que a resignação é um suicídio cotidiano.

A pessoa resignada faz morrer dentro dela, de um lado, a capacidade de resistência; de outro, a possibilidade de não se acovardar, de não se enfraquecer. A resignação mata a própria dignidade, porque tem, por princípio, É a suposição de que nada pode ser feito ou por que falta coragem para fazê-lo.

Nesse passo, portanto, indica uma circunstância que se assemelha ao suicídio cotidiano, as pequenas mortes que vão acontecendo e conduzir a um estado de chateação, de infelicidade, e pior de tudo, de decepção consigo mesmo.

+
Às vezes, temos a necessidade da certeza absoluta, assim como temos a necessidade da certeza de que a pessoa que nos ama nos ama. Talvez, o campo dos afetos seja onde isso fica mais evidente. Não é à toa que, quando pensamos na origem da palavra “afeto”, do latim afeccio, chegamos à palavra “afecção”, em português. “Afecção respiratória”, “afecção cardíaca”… É doença, assim como pathos, do grego. Duas coisas me interessam muito nesse assunto: em primeiro lugar, o fato de o afeto estar relacionado àquilo que em nós é doença–mas não doença no sentido banal da palavra, e sim no sentido daquilo que nos afeta para além da nossa capacidade de autonomia. Quando somos afetados por alguma coisa, significa que não temos controle sobre ela. E há um segundo ponto, mais relacionado ao momento histórico, que também me interessa muito no tema do afeto. A modernidade é uma época que tem por objetivo controlar tudo. E o afeto, por definição, é aquilo que não é controlável. A minha hipótese é de que, talvez, não exista nenhuma outra época histórica que tenha como objetivo a eliminação completa dos afetos. Minha impressão é que o mundo contemporâneo tem como projeto, entre outros, um lugar onde não exista amor nenhum. Não porque todo mundo se odeie, não esse papo anticristão, mas porque ninguém sinta mais nada. Eu vejo em temas como o poliamor, por exemplo, um desses sintomas. Pois amor é afeto, e afeto é sofrimento, perda de controle; afeto é alegre, é triste–como dizia Espinosa, “uma paixão alegre e triste”. O afeto é ali onde não se consegue decidir por si só, onde não se consegue ter controle absoluto da situação. Então, vem o mistério,Porque se não amarmos uma pessoa do jeito que ela quer, o mundo acabou. Na verdade, quando falamos em amor, pode ser amor pathos, paixão; amor philia, amizade; amor eros, mais relacionado ao dínamo, ao desejo; amor ágape, compartilhamento cristão.

Gratos ao gratuito.

[veladamente, todos – a si – o fazem]

Reclamam os solitários, assim como reclamam os acompanhanhados; a insatisfação é prima próxima da projeção idealizadora. É simples compreender: segurança e liberdade são extremos de uma linha reta, mais perto de uma, mais distante da outra; a impossibilidade de sentir-se livre e seguro ao mesmo tempo  vetoriza esse descontentamento ininterrupto e infinito. Mas não podemos mergulhar nas amarguras provindas das impossibilidades – refletir e descrer é normal, mas antropomorfizar o niilismo é  invalidar toda a alegria que deveria nascer do nosso direito de escolher. Sejamos mais gratos…, não pode-se tudo ter, mas temos tanto a escolher. E Deus é tão correto que faz com que nossos significados nos escolham por nós. Por mais cegos que sejamos/estejamos acerca do que realmente nos importa (o tal de, na filosofia, significado) – eles nos cirandam ou nos chamam; o detalhe ululante que poucos enxergam é que eles são gratuitos ou custam muito pouco. Quais são os seus significados? Eu digo algums dos meus: filho, bichos, esportes, livros, conhecimento (principalmente o autoconhecimento), poucas, mas boas relações… Carro? Dinheiro no banco? Eu quero, mas não me signficam, não mesmo. Não quero me alongar nestes textos, hoje os leitores são de poucas letras – e como o intuito é ajudar com minhas experiências, quero ser lido. Portanto peço para que sejamos mais gratos e aviso que traterei, em especial, sobre este mesmo assunto quando envolve pessoas que sofrem de depressão (como eu).

Fiquem com Deus.

Era um celeiro. Improvisado para bar. O fog dos charutos não negava. Bancos de madeira. Aliás, o que mais continha era madeira. Tabaco cru, mas em chamas.
Abarrotado a ponto de cotovelo bater com cotovelo. Pessoal: metade de chapéu até altura dos olhos. E pessoal muito bonito. Milagre isso. Pois, sendo uma festa negra, e sem boas condições financeiras, faziam o que sabem fazer: maravilhas com o pouco que a sociedade sempre lhes proporcionou: ternos muito bem cortados. Pois a deselegância moral estava distante daquele baile. Além da madeira, uísque ainda sem curtir, translúcido. E a maior parte dos metais nos instrumentos. Amigo leitor, espero que dê-me um arregalar de olhos para que possa continuar meu discurso. Deu ? Obrigado.
Ainda não falamos em música.
Mas, sendo um humilde texto voltado pra música, veja a importância dessa música como espetáculo visual. Pra completar. No fundo, os músicos num pequeno tablado no fundo, servindo de palco.

Os rapazes tocando jazz acima das cabeças da plateia, uma loucura. Uma loucura. Sessenta pessoas no ambiente. O trompetista, fazia questão de imitar o barulho de um trem fumegando. Porque esse espetáculo, era de bom humor. O maravilhoso saxofonista soprava até ao êxtase, era um improviso plenamente soberbo com riffs no sax em crescendos e diminuendos que iam desde um simples “ii-yah!” até um louco “ii-di-lli-yah!. O cara do sax flutuava com furor, acompanhado pelo rolar impetuoso da bateria toda queimada por pequenas baganas fumegantes. Não era tocada. Era martelada com fervor por um negro brutal com pescoço que mais parecia de um touro, o baterista estava pouco se lixando pro mundo exterior, o que ele queria era surrar ininterruptamente seus tambores arruinados.
Uma puta duma zona, uma bagunça. Alvoroço causado pela música, confusão sonora, a cascata de notas. Mas o saxofonista dominava a situação, e todos viam que ele a dominava. Inclusive imploravam, com gritos e olhares desvairados, para que o saxofonista mantivesse o mesmo ritmo. O saxofonista se contorcia, ora se inclinava até os joelhos, e voltava a erguer-se com o sax. Esses movimentos eram combinados com o lamento agudo que flutuava acima do furor incontido da plateia. Se levarmos em consideração que o teatro é definido como uma cerimônia, dividida em três aspectos básicos: a caracterização: a solenidade do lugar, garantindo a credibilidade do evento. A separação espacial entre atores e público, tornando sagrado o ambiente dos autores. E a particularidade da língua falada, e, no jazz, o ritmo tem muito mais importância que a poesia. Jazz é um espetáculo.

André Salvador 08/05/19

*PS. Ao amigo Marcelo reginato

Esperas


O tempo das esperas se contradiz: tudo tem seu tempo, mas é premente destrancarmos as porteiras que cerceam nossas falhas. O tão sagrado mantra “vai passar” necessita da nossa autorização, de força de vontade, de movimento. A esperança quando não operante é o coloquial “esperar cair do céu ” – o acaso vai definir muitos dos nossos sucessos ou fracassos, mas todo o resto é por nós marionetado – minha colheita não será boa se semeei sem amor, o que fazemos do nosso hoje inevitavelmente precisa preparar um amanhã melhor – deliberado, maturado …, até ruminado. Perdoem-me não poder detalhar, é de foro muito íntimo – mas de autossabotagem eu entendo – eu quero que você se exalte e mantenha-se fiel à sua evolução, mais ainda você, meu jovem de vinte anos, você  ganhará (pragmaticamente “perderá ” ) duas décadas num piscar de olhos. Apegue-se ao que ama, principalmente a ti. A vida é uma linda tela borrada, restaure-se, faça arte em sua compleição. Pincele-se com amor e vigor.


Peroração… Conclusão. Cansamo-nos (e muitas vezes fingimos que não – o que é muitas vezes necessário: temos necessidades sociais, nos maculam e sujam – como outras necessidades – mas…) deouvir discursos cujos fins só nos mostram quão diabólico pode-se ser “em nome do bem”. Oportunismos, aproveitamento de desgraças alheias, falsas soluções, julgamentos e sentenças. Pouca coisa é mais perigosa que a certeza acerca do que não se conhece. As rasuras existencial, espiritual e cultural nos fazem monstros inocentes – e essas nossas mídias sociais são armas de brinquedo que matam.  

O teu ódio

desbotado na cortina

resistindo.

Incenso.

Magia e vicio. Magia e vinho. Vicio

O cotidiano

aerossol : fumaça impregnada

e o desbotado

da cortina.

Tudo fica.

Um vicio

Ovinho.

Um pôster na parede

cravos vermelhos

Teus dedos em riste

A linha

do horizonte . Réstias de luz

Nas fotos na inércia do seu sono

Sustos sonhos soluços

Sussurros

nada

+

Aceitando a definição que Deus é amor, eu em particularmente , Leitores, e todas as fases que estamos na frente de alguém nós temos dois desafios:Encontrar o outro de verdade, e o segundo é a gente deixar cair as máscaras que muitas vezes impedem nosso encontro. Final pela força do nosso discurso somos capaz de tirar a realidade das máscaras que nos convém muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque Não acreditamos no amor daquele que nos chama para sair, muitas vezes não saímos de baixo da mesa porque estamos com uma cicatriz com uma caricatura de Deus e não daqueles que realmente conhecer sua face, por isso devemos aprender o tempo todo descobrir quem ele. A gente só pode se amar de verdade se a gente se conhece nós precisamos sempre pelo amor que nos convida sair debaixo da mesa e arrancar a máscara. É tão bom a gente ser cuidado não é? É tão bom saber que alguém cuida de nós e passar pela experiência do cuidado é passar o que você tem mais primitivo em você, porque quando nascemos precisamos ser cuidados isso através desse cuidado do que Deus faz com que a gente saia de baixo da mesa

A certeza que somos arrancados é que vai nos encorajar para dar um passo em direção daquele que nos chama. Se pela força do ódio somos jogados para debaixo da mesa, pela força do amor seremos capaz de sair, de saber que eu sair daí alguém cuida de você. Eu particularmente penso em contar o tempo todo pessoas que são machucados no seus afetos, a suas emoções. O que é o trauma? Porque somos marcados muitas vezes negativamente o que é uma feto dentro de nós, o afeto é aquilo que temos de mais fácil, É como se fosse a camada da pele mais exterior, o afeto é parte da vida que nos faz mover nos faz levantar. O afeto despertado com uma palavra com uma música. O afeto é muito fácil de vir para fora, e quando falamos de afeto falamos de tudo que é próprio do mano de sentimento raiva alegria. E afeto é uma forma de memória, assim como você se recorda das equações de matemática, das mais simples, ficar registrado Na sua memória, Sua razão você articula sobre alguma coisa que você sabe, mas o interessante é que no paralelo dessa equação emocional, você tem a suas informações afetivos, por que elas dão notícias sobre você, basta a gente toque nessa informação afetivo e você fica para fora. Se você se recordar se você escuta uma música que a 10 anos atrais marcou a sua vida o sorriso vem no rosto

Aquela música puxa para dentro de você alguma coisa, é impressionante quanto nossa memória afetiva tem poder sobre nós. A razão de nós recordarmos das informações isso tem um poder grande sobre nós. Mas ele mora efetiva tem um valor muito maior é a partir dela que você rejeitou a pessoa que você nunca viu na vida. Como é que você não pode gostar daquela pessoa que você nunca se encontrou com ela?

Você não tem razões de inteligência, porque o que é razão da inteligência para eu não gostar de alguém. Aquilo que eu já sei sobre ela, aquilo que ela falou, aquilo que eu vi, o que ela me fez, isso é razão que você tem dados informações como encontrar uma pessoa e não vai com a cara dela: memória afetiva, ela deve se ter alguma coisa nela que você tem eu não gosto em você. Da mesma forma que você encontre uma pessoa que bate o santo, como eu gosto tanto dela então pouco tempo, não consigo sair mais do lado dela. São as cordas interiores nos ligando, são as cordas nos costurando. Gente Jesus o tempo todo dessa capacidade de ser amado ele tinha isso tudo muito consciente nele, ciente da suas capacidades, e trazia pessoa pra ele a pessoa não tinha vontade de ir embora. Ao ponto de dizer,:Senhor aonde eu iria se só você tem a palavra do amor eterno

+

Quando ha uma disparidade entre o que as pessoas consideram verdade e o que de fato é verdadeiro o que tem mais peso? A percepção. Para elas sua percepção é verdade. O resto não passa de mentira.

A voz tem um poder incrível. Nós temos um grande potencial que ainda nem começamos a explorar. Pouca gente consegue expandir suas qualidades e habilidades vocais.

Um movimento positivo com a cabeça, um gesto, uma sobrancelha levantada, um sorriso ou um franzir de testa – tudo que você faz enviar um sinal de causar impressão das pessoas

Os problemas na comunicação normalmente ocorre em virtude de diferenças entre as percepções ou entre os perfis da comunicação. O propósito de estabelecer um perfil é gerar uma percepção que proporcione maior entendimento de nós mesmos e do outro. Dessa compreensão surgem ideias de como adaptar nossa comunicação.

+

De todos os homens famosos desse mundo, o que eu mais gostaria de ter sido era Sócrates -o filósofo, claro. Não simplesmente porque ele foi um grande pensador, porque eu também eu sou capaz de observações profundas, embora as minhas se concentrem basicamente em bundas de aeromoças e preço de geladeiras. O que me fascina. no mais sábio de todos os gregos é sua incrível coragem diante da morte. Preferia dar sua vida para mostrar que tinha razão do que abandonar seus princípios. Já viram uma coisa igual? Devo confessar que não sou assim tão corajoso a respeito de morrer ou de manter a força de vontade, considerando-se que, quando ouço um escapamento do carro, salto direto nos braços da pessoa mais próxima. Mas reconheço que a brava morte de Sócrates de autenticidade a sua vida, exatamente o que anda faltando a minha vida, exceto para o imposto de renda. Confesso que muitas vezes já tente calçar as sandálias do grande filósofo, mas não importa o que faça, acabo cochilando tendo o seguinte sonho.

(A cena se passem uma clínica de recuperação para depentes quimicos. Geralmente, fico na solitária , imerso no seguinte problema: pode um objeto ser considerado uma obra de arte se também pode ser usado para limpar o fogão? )